A linguagem usada pela comunidade LGBTQIAPN+ é única, cheia de criatividade e cheia de significado — lançando mão de expressões que evoluem com o tempo. Termos que eram restritos a grupos agora circulam nas redes sociais e na vida cotidiana.
De gírias como “lacre” e “close” até conceitos mais profundos ligados à orientação e identidade, esse vocabulário reflete resistência, história e diversidade. Por isso, para se comunicar sem “dar um uó”, é fundamental conhecer algumas das gírias mais comuns.
Muitas dessas expressões surgem de regionalismos ou de diferentes gerações, e a cada dia novas gírias aparecem. Pensando nisso, preparamos um guia simples para você entender os significados e se sentir mais à vontade na comunidade LGBTQIAPN+.
Embora essa linguagem seja divertida e coloquial, ela também carrega conceitos importantes para o movimento social e político LGBTQIAPN+. Neste texto, vamos focar especialmente nas gírias mais usadas no dia a dia.
Gírias
- Babado: palavra usada para se referir a uma novidade, uma fofoca de última hora;
- Biscoito: substituto do confete, é uma expressão usada como o ato de você dar atenção a quem finge não querer. Exemplo: “Ela vive postando selfie. Quer biscoito essa daí”;
- Close: pode ser uma foto bonita ou elogio para quem está bem vestido/produzido;
- Close certo: ato de dar opiniões frente a uma discussão da maneira correta;
- Caminhoneira: mulher lésbica que performa, muitas vezes no vestir, um estilo considerado masculino.
- Crush: já bastante conhecida, do inglês, indica a pessoa por quem você tem uma queda. Exemplo: “Ele tem um crush por você”.
- Gongar: falar mal;
- Lacre: arrasou, fez algo impressionante;
- Mona: mulher ou homem homossexual afeminado;
- Neca: órgão genital masculino;
- Naja: fofoqueiro/falso;
- Pegação: sexo sem compromisso;
- Pisar: modo de dizer que você arrasou;
- Pink Money: termo para designar a comercialização de produtos e serviços para o público LGBTQIA+. Muitas vezes, também é usado como termo pejorativo para indicar marcas e empresas que usam o discurso social esvaziado para arrecadar dinheiro do movimento, sem de fato contribuir para os seus direitos.
- Poc: gíria para gays;
- Passada: chocado;
- Recalque: inveja;
- Tô passada: expressão de surpresa;
- Trabalhada: modo de dizer que a pessoa está bonita e bem vestida;
- Tiro: algo muito impactante;
- Tombado: impactado;
- Uó: algo ruim, desinteressante.



