Sabe aquele momento em que a conta de luz chega e a sensação é de que ela subiu de novo? Em 2026, com as tarifas em níveis recordes, economizar energia deixou de ser só um cuidado e virou necessidade dentro de casa.
A boa notícia é que uma ferramenta útil para encontrar esses gastos escondidos já está na rotina da maioria das pessoas: o seu celular. O que antes servia só para tarefas do dia a dia também pode ajudar a localizar sinais de desperdício.
Câmeras térmicas acopláveis ampliam a checagem
Além dos testes com câmera comum, há câmeras térmicas que podem ser conectadas ao celular e transformam o aparelho em uma ferramenta mais precisa de inspeção. Esses acessórios mostram diferenças de temperatura em tempo real e ajudam a localizar pontos de calor, fuga de ar e falhas que não aparecem numa foto comum.
Hoje, já existem modelos que se conectam direto pela entrada USB-C e outros que funcionam sem fio, presos ao celular ou usados à distância. Em geral, eles operam com um aplicativo próprio e são usados para checar tomadas, disjuntores, aparelhos eletrônicos, janelas e áreas onde o ar-condicionado pode estar perdendo eficiência.
Modelos como a InfiRay P2 Pro já apresentam resultados interessantes aliado à praticidade, mesmo que com capacidade limitada (Reprodução: Rogério Leite / YouTube)Esse tipo de câmera não substitui a avaliação de um profissional quando há sinal de risco elétrico, afinal de contas, elas têm uma capacidade muito limitada em relação a outras câmeras térmicas, mas ampliam bastante a capacidade de diagnóstico dentro de casa. Antes da compra, vale conferir a compatibilidade com o celular, porque conexão, sistema operacional e até a capa do aparelho podem interferir no uso.
Radar de desgaste
Alguns eletrônicos seguem consumindo energia mesmo quando parecem estar quietos. Decodificador da TV, roteador e outros aparelhos que permanecem em stand-by e esquentam demais podem indicar o chamado “consumo vampiro”, um gasto silencioso que pesa no fim do mês.
Sem uma câmera térmica, o próprio celular já ajuda. Fotos bem próximas das saídas de ar podem mostrar sujeira acumulada, partes amareladas, fuligem e pequenas deformações no plástico, sinais de que o aparelho está trabalhando sob esforço. Quando esses sinais de desgaste aparecem, o consumo pode ficar até 15% acima do que deveria.
Frestas no ar-condicionado
O ar-condicionado costuma ser um dos maiores pesos na conta. Porém, muitas vezes, o problema não está no aparelho em si, mas nas frestas de suas portas e janelas, que deixam o ar gelado escapar e obrigam o motor a funcionar sem pausa.
Para encontrar essas perdas, vale usar um truque simples: acender um incenso ou borrifar água perto das bordas e gravar a cena em câmera lenta ajuda a perceber movimentos que revelam por onde o ar está saindo.
Zoom
Tomadas frouxas, fiação antiga e bocais com umidade também influenciam no consumo e ainda aumentam o risco de curto-circuito. Como muita gente evita subir em escada para conferir esses pontos, o zoom óptico, que tem atingido níveis cada vez mais precisos, vira um apoio útil na inspeção desses pequenos detalhes.
Fotos em alta resolução permitem observar manchas escuras em tomadas, fios com a capa plástica levemente “derretida” nos disjuntores e sinais de água acumulada em lâmpadas externas. Quando aparecem, o melhor caminho é chamar um eletricista antes que o problema aumente.
Controle universal
Diversos celulares são equipados com sistemas próprios de infravermelho, que permitem que eles se conectem a televisões como controles universais. Algumas marcas, como a Xiaomi, possuem inclusive aplicativos nativos para essa função, como o ‘Mi Remote’, enquanto outras marcas dependerão de aplicativos disponíveis nas lojas do sistema.
Apesar de nem todos os dispositivos possuírem a tecnologia de infravermelho, existem dispositivos que permitem utilizar o celular como controle por meio de Bluetooth.






