42 anos de Kaká: O último brasileiro a ser o melhor jogador do mundo

Revelado pelo São Paulo, o meia brilhou com a camisa do Milan e desbancou Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em 2007

Kaká foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007

Kaká foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007 | Divulgação/AC Milan

Ricardo Izecson dos Santos Leite, o histórico jogador Kaká, foi o último jogador de futebol brasileiro a vencer o prêmio de melhor do mundo, em 2007. Na época, Messi e Cristiano Ronaldo ficaram na segunda e terceira posição, respectivamente.

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Revelado pelo São Paulo, campeão da Champions, ídolo do Milan e contratação bombástica do Real Madrid: a trajetória do meia foi de muita história no futebol.

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Campeão do mundo pelo Brasil em 2002, o jogador também sofreu com diversas lesões (sendo uma delas crônica) que atrapalharam sua carreira. Veja mais detalhes da trajetória de Kaká.

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Começo da trajetória

Nascido em Gama, no Distrito Federal, o jovem Ricardo se mudou ainda jovem para São Paulo, com oito anos de idade, já que seus pais passaram a morar no Morumbi. Com a família sendo sócia na parte social do Tricolor Paulista, aos 12 anos, já ingressou no time mirim da equipe, após ser aprovado em uma peneira.

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Aos 18 anos teve um grave fratura na espinha dorsal e quase ficou paraplégico. Após ser tratado pelo médico da família, o atleta conseguiu se recuperar depois de um período de dois meses.

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Revelado pelo São Paulo

Kaká pelo São Paulo no começo da carreira/Divulgação São Paulo

Ainda chamado de Cacá, o jovem estreou pelo São Paulo no dia 1º de fevereiro de 2001, aos 18 anos, em empate por 1 a 1 com o Botafogo, no estádio do Morumbi.

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No segundo jogo, já começou a mostrar que tinha estrela e qualidade de saltar os olhos: marcou o gol que ajudou o São Paulo a derrubar a invencibilidade do rival, Santos, que estava com um jogador a mais em campo.

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Em 7 de março de 2001, além de trocar seu nome para a escrita com “k” (Kaká, agora oficialmente), entrou para a história da galeria de troféus tricolor. Na final do Rio-São Paulo, entrou em campo com o time perdendo por 1 a 0 para o Botafogo e fez dois gols em dois minutos, virando o placar e garantindo o primeiro título de sua carreira.

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Cada vez mais querido pela torcida, passou a ser comparado com Raí, um dos maiores ídolos da história do clube.

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Após eliminações em competições, sobretudo a derrota na final do Paulista de 2003 para o Corinthians, o clima acabou piorando para todo o elenco são-paulino, e com Kaká não foi diferente. Fora da final por lesão, o atleta foi chamado de “amarelão” por boa parte da torcida.

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Pouco tempo depois acabou vendido para o Milan, da Itália, em uma transação que foi classificada pelo presidente do time italiano como “preço de banana” – 8,5 milhões de euros.

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Trajetória do Milan até ser o melhor do mundo

Chegou para ser reserva e se entrosar aos poucos na equipe de Milão, mas, com vontade e qualidade de sobra, rapidamente se tornou peça importante na equipe. Com apenas dois meses na Itália, já era o craque da equipe ao lado de Shevchenko e colocou os lendários Rui Costa e Rivaldo no banco.

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Foi eleito por jornais o melhor jogador da equipe em seu primeiro título italiano, tendo marcado 10 gols em 30 jogos. A partir de então, Kaká evoluiu algo que era desconhecido pela mídia: uma impressionante velocidade para arranques, que pareciam impossíveis de marcar.

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Já iniciou sua segunda temporada no Milan como um dos principais jogadores na Europa e seguiu a boa fase. Após a Copa do Mundo de 2006 e com a saída de Shevchenko, assumiu de vez o protagonismo absoluto.

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Toda sua classe e habilidade foi coroada no ano de 2007. Campeão da Uefa Champions League, sendo artilheiro da competição com 10 gols marcados (mesmo sendo meio-campista) e sendo o responsável pelo passe que culminou no gol do título.

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Nesta competição, fez um gol emblemático contra o Manchester United em uma arrancada que deixou Vidic (um dos melhores zagueiros do mundo) caído no chão. Se restavam dúvidas entre Kaká e Cristiano Ronaldo (atleta do United) para o prêmio de melhor do mundo, após aquele dia provavelmente foram sanadas.

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Foi eleito o melhor jogador do mundo de 2007 tanto pela Fifa como pela France Football (recebendo a Ballon D’Or – Bola de Ou

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ro).

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Ida para o Real Madrid e lesões constantes

Em 2009, optou por se transferir para o Real Madrid, assinando contrato de seis anos e chegando ao lado de Cristiano Ronaldo (melhor do mundo na época).

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Porém, a partir de então, as lesões passaram a afetar o brasileiro em campo. O Real Madrid não conquistou títulos na primeira temporada, foi eliminado de forma vexatória na Champions League para o Lyon, da França, e Kaká passou a sofrer com pubalgia, problema que o afetou até o fim de sua  carreira.

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Após a Copa de 2010, passou ainda por uma cirurgia no joelho, após lesão no menisco, e parou por um longo período.

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Em 2012, se tornou, na época, o maior artilheiro brasileiro da história da Champions League, com 28 gols.

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Retorno ao Milan

Em 2013 retornou ao Milan para tentar reviver os bons momentos após as lesões, mas a equipe acabou a temporada sem se classificar para a Champions seguinte e Kaká decidiu se mudar para o Orlando City, da MLS, dos Estados Unidos, em 2014. 

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Retorno ao São Paulo

Kaká pelo São Paulo, em 2014/Rubens Chiri/SaoPauloFC

Como a janela de inscrições só se abriria em março de 2015, o time norte-americano emprestou o brasileiro para o São Paulo, clube que o revelou, para disputar o Brasileirão de 2014.

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Se saiu vaiado do Tricolor cerca de 10 anos antes, Kaká fez as pazes com todos os torcedores. Estreou com gol contra o Goiás e foi peça fundamental no vice-campeonato nacional.

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Foi aplaudido de pé pela torcida presente no Morumbi ao ser substituído no que seria seu último jogo pela equipe.

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Aposentadoria

Jogou de 2015 até 2017 no Orlando City, até que decidiu se aposentar dos gramados. As dores físicas eram fortes e constantes e o jogador, aos 35 anos, pendurou as chuteiras.

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Seleção brasileira

Pela seleção brasileira, Kaká venceu a Copa de 2002, tendo atuado em uma das partidas e colocado para entrar na final (mas o juiz encerrou o jogo antes). Disputou também as Copas de 2006 e 2010 e conquistou as Copas das Confederações de 2005 e 2009.

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Origem do apelido

Chamado Ricardo, Kaká afirmou que o apelido se deve ao fato de que, quando pequeno, seu irmão mais novo não sabia pronunciar Ricardo corretamente, e passou a chamá-lo de Cacá. O nome pegou e foi levado adiante. Em 2001 decidiu trocar a escrita com “C” para “K”, alegando apenas que passou a preferir de tal maneira.