A neblina que pode apagar cânions inteiros em poucos minutos 

Fenômeno conhecido como viração pode cobrir os paredões de Cambará do Sul e transformar a visita repleta de cânions em uma corrida contra o tempo

A neblina pode cobrir os paredões do Cânion Fortaleza e mudar completamente a experiência do visitante (Foto: Jjunoo / Wikimedia Commons)

Nos cânions do Sul do Brasil, a paisagem nem sempre espera o visitante terminar a foto. Em alguns dias, os paredões surgem imensos no horizonte e, pouco depois, desaparecem atrás de uma cortina branca.

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Esse fenômeno é conhecido como viração. Ele é comum em áreas de serra e pode transformar a experiência em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, onde ficam alguns dos cenários naturais mais impressionantes do país.

Por isso, visitar lugares como o Cânion Itaimbezinho e o Cânion Fortaleza não depende apenas de escolher uma trilha bonita. O horário e o clima podem decidir o que o turista vai conseguir enxergar.

O que é a viração?

A viração acontece quando massas de ar úmido encontram áreas mais frias da serra. Com a mudança de temperatura, a umidade condensa e forma uma neblina densa, capaz de cobrir vales, mirantes e paredões em pouco tempo.

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Nos cânions, esse efeito chama ainda mais atenção por causa do relevo. Como as paredes são profundas e abertas, a névoa pode subir pelo vale e tomar conta da paisagem como se estivesse preenchendo um enorme corredor de pedra.

Por que ela impressiona tanto nos cânions?

Em Cambará do Sul, os mirantes ficam em áreas altas e expostas ao vento. Isso faz com que o visual mude rápido. Um visitante pode ver o cânion aberto pela manhã e, minutos depois, encontrar apenas uma camada branca à frente.

O Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, passa de 1.000 metros de altitude em sua paisagem de paredões. Já o Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra, é conhecido por trilhas mais estruturadas e vistas clássicas.

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Qual é o melhor horário para visitar?

A recomendação mais comum é tentar chegar cedo. Pela manhã, as chances de pegar o visual aberto costumam ser maiores, embora nada seja garantido. Já no decorrer do dia, a umidade e o calor podem favorecer a formação da neblina.

Além disso, vale acompanhar a previsão do tempo e evitar montar o roteiro com apenas uma janela curta. Como o clima muda rápido, ter flexibilidade aumenta as chances de encontrar os cânions visíveis.

Como se preparar para não perder a viagem?

Antes de sair, o ideal é levar casaco, calçado fechado, água e proteção solar, mesmo em dias nublados. A região de serra pode combinar frio, vento, sol forte e neblina no mesmo passeio.

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Também é importante lembrar que a viração não estraga necessariamente a viagem. Muitas vezes, ela cria uma cena ainda mais dramática, com nuvens passando entre os paredões e mudando completamente o clima da trilha.