‘Antes só que mal acompanhada’: ciência tem uma opinião sobre essa afirmação e vai te surpreender

Pesquisa com milhares de pessoas revela que a qualidade do relacionamento pesa mais que o status civil na felicidade e no bem-estar emocional

Estudo internacional indica que permanecer em relações medianas ou ruins pode afetar mais a saúde emocional do que viver solteiro (Foto: Freepik)

Estudo internacional indica que permanecer em relações medianas ou ruins pode afetar mais a saúde emocional do que viver solteiro (Foto: Freepik)

A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que estar solteiro começa a ser questionada por novos dados científicos, que apontam que a qualidade da relação pode pesar mais do que o próprio status civil.

Um estudo com cerca de 12 mil pessoas acompanhadas ao longo de anos indica que relações medianas ou ruins podem ter impacto negativo maior do que a solteirice na satisfação com a vida e nas emoções positivas.

Os resultados surpreendem e colocam em xeque crenças populares sobre amor, felicidade e a pressão social para estar em um relacionamento a qualquer custo.

Quando o relacionamento pesa mais que a ausência dele

O estudo publicado na revista Personality and Individual Differences analisou dados de milhares de participantes ao longo de várias ondas de acompanhamento na Alemanha. A pesquisa buscou entender como o estado civil se conecta ao bem-estar.

Os pesquisadores observaram que não basta estar em um relacionamento para sentir bem-estar. A qualidade da relação aparece como fator decisivo para a saúde emocional ao longo do tempo, com impacto direto no dia a dia.

Segundo os autores, relações classificadas como ruins ou apenas moderadas apresentaram impactos negativos consistentes na satisfação com a vida e nas emoções positivas, mesmo quando havia vínculo afetivo ativo.

Comparação com a solteirice

Os dados chamam atenção ao mostrar que pessoas em relacionamentos insatisfatórios podem se sentir pior do que aquelas que permanecem solteiras por períodos prolongados, contrariando expectativas sociais comuns.

Em contrapartida, indivíduos solteiros relataram níveis mais altos de autonomia emocional e, em alguns casos, maior equilíbrio afetivo no dia a dia, especialmente quando não estavam em relações desgastantes.

A pesquisa também indica que mesmo relações fracas ainda reduzem a sensação de solidão, mas não são suficientes para garantir bem-estar emocional consistente ao longo do tempo.

Diferenças entre homens e mulheres e o que ainda falta entender

O levantamento identificou diferenças entre gêneros. Homens solteiros apresentaram mais emoções negativas, como tristeza e solidão, em comparação às mulheres na mesma condição, segundo os dados analisados.

Já as mulheres solteiras relataram menor sensação de segurança, possivelmente ligada a fatores sociais e culturais relacionados à proteção e apoio emocional dentro das relações afetivas.

Apesar das conclusões, os autores ressaltam que o estudo não diferencia tipos de solteirice, como escolha pessoal ou dificuldade de encontrar parceiros, o que limita parte da análise.