Arqueólogo encontra ponte medieval de 800 anos escondida sob o Castelo de Chester usando a luz do celular

Descoberta acidental revela que estruturas do século 13 sobreviveram à reforma do século 18 e reescrevem o que se sabia sobre a famosa fortificação inglesa

Castelo Chester

Achado contraria a crença de que o arquiteto Thomas Harrison destruiu a parte medieval do castelo de Chester durante as reformas de 1788/Jeff Buck/Wikimedia Commons

O arqueólogo Stewart Ainsworth viveu uma experiência de explorar um corredor escuro e, com apenas a luz de um celular, mudar o que os historiadores conheciam sobre um castelo medieval.

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A atividade ocorreu nos subterrâneos do Castelo de Chester, no noroeste da Inglaterra.

Durante uma visita de rotina, a lanterna do aparelho revelou uma muralha de pedra que desafia séculos de registros históricos.

Um achado inesperado no subsolo do Castelo de Chester

Enquanto caminhava por passagens sob o atual Tribunal da Coroa de Chester, Ainsworth notou uma alvenaria totalmente diferente das paredes do século 18.

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A estrutura de quase três metros de altura pertence a uma ponte medieval construída há 800 anos.

Este achado surpreende os especialistas porque contraria a crença de que o arquiteto Thomas Harrison destruiu a parte medieval do castelo de Chester durante as reformas de 1788.

Na verdade, Harrison preservou grandes seções da antiga fortificação, escondendo-as sob as novas construções e prisões da época.

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Para quem vive em São Paulo, a apenas uma hora da capital paulista, em São Roque, há um castelo medieval que parece ter saído diretamente de um episódio de “Game of Thrones”.

Origem e sistema de defesa da ponte

Consequentemente, a análise histórica aponta que a ponte servia para atravessar um fosso profundo que protegia o pátio interno da fortaleza.

Engenheiros medievais ergueram a estrutura entre os anos de 1260 e 1280 para criar um acesso muito mais fortificado à área mais segura do castelo.

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Além disso, os pesquisadores acreditam que o local contava com um sistema de ponte levadiça, semelhante ao que ainda existe no Castelo de Beeston. Esse mecanismo impedia que invasores alcançassem a guarita de vigilância em momentos de ataque.

Tecnologia a favor da história

Embora a descoberta tenha começado com uma simples luz de celular, a equipe da Universidade de Chester utilizou ferramentas sofisticadas para mapear toda a extensão da muralha.

O projeto, intitulado Digital Dimensions, aplicou scanners a laser, drones e modelos 3D de alta resolução.

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Dessa maneira, os arqueólogos identificaram os vestígios sem cavar uma única vala ou causar qualquer perturbação no solo atual.

A combinação de tecnologia moderna com mapas antigos permitiu localizar com precisão onde a ponte se conectava ao portão fortificado original.

O que o futuro reserva para Chester

Atualmente, Ainsworth e sua equipe acreditam que o complexo ainda esconde muitos segredos. O arqueólogo afirma que outras partes da estrutura medieval provavelmente permanecem intactas sob o estacionamento e os edifícios modernos do tribunal.

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Por fim, a expectativa é que o uso contínuo de métodos de digitalização ajude a proteger esses tesouros históricos. Essas técnicas garantem a preservação do patrimônio contra a ação do tempo e possíveis atos de vandalismo, mantendo viva a memória da era normanda na Inglaterra.