O arqueólogo Stewart Ainsworth viveu uma experiência de explorar um corredor escuro e, com apenas a luz de um celular, mudar o que os historiadores conheciam sobre um castelo medieval.
A atividade ocorreu nos subterrâneos do Castelo de Chester, no noroeste da Inglaterra.
Durante uma visita de rotina, a lanterna do aparelho revelou uma muralha de pedra que desafia séculos de registros históricos.
Um achado inesperado no subsolo do Castelo de Chester
Enquanto caminhava por passagens sob o atual Tribunal da Coroa de Chester, Ainsworth notou uma alvenaria totalmente diferente das paredes do século 18.
A estrutura de quase três metros de altura pertence a uma ponte medieval construída há 800 anos.
Este achado surpreende os especialistas porque contraria a crença de que o arquiteto Thomas Harrison destruiu a parte medieval do castelo de Chester durante as reformas de 1788.
Na verdade, Harrison preservou grandes seções da antiga fortificação, escondendo-as sob as novas construções e prisões da época.
Para quem vive em São Paulo, a apenas uma hora da capital paulista, em São Roque, há um castelo medieval que parece ter saído diretamente de um episódio de “Game of Thrones”.
Origem e sistema de defesa da ponte
Consequentemente, a análise histórica aponta que a ponte servia para atravessar um fosso profundo que protegia o pátio interno da fortaleza.
Engenheiros medievais ergueram a estrutura entre os anos de 1260 e 1280 para criar um acesso muito mais fortificado à área mais segura do castelo.
Além disso, os pesquisadores acreditam que o local contava com um sistema de ponte levadiça, semelhante ao que ainda existe no Castelo de Beeston. Esse mecanismo impedia que invasores alcançassem a guarita de vigilância em momentos de ataque.
Tecnologia a favor da história
Embora a descoberta tenha começado com uma simples luz de celular, a equipe da Universidade de Chester utilizou ferramentas sofisticadas para mapear toda a extensão da muralha.
O projeto, intitulado Digital Dimensions, aplicou scanners a laser, drones e modelos 3D de alta resolução.
Dessa maneira, os arqueólogos identificaram os vestígios sem cavar uma única vala ou causar qualquer perturbação no solo atual.
A combinação de tecnologia moderna com mapas antigos permitiu localizar com precisão onde a ponte se conectava ao portão fortificado original.
O que o futuro reserva para Chester
Atualmente, Ainsworth e sua equipe acreditam que o complexo ainda esconde muitos segredos. O arqueólogo afirma que outras partes da estrutura medieval provavelmente permanecem intactas sob o estacionamento e os edifícios modernos do tribunal.
Por fim, a expectativa é que o uso contínuo de métodos de digitalização ajude a proteger esses tesouros históricos. Essas técnicas garantem a preservação do patrimônio contra a ação do tempo e possíveis atos de vandalismo, mantendo viva a memória da era normanda na Inglaterra.






