Arqueólogos franceses encontram tesouro de 1.800 anos com mais de 40 mil moedas romanas em Senon

Descoberta revela 'bancos domésticos' gigantescos e detalhes fascinantes sobre o cotidiano e a economia da Gália romana

Arqueólogos da França encontraram moedas romanas em vila antiga

Durante escavações preventivas em um terreno de 1.500 m², a equipe localizou três imensos jarros de cerâmica, conhecidos como ânforas, repletos de moedas antigas/Simon Ritz/Inrap

Recentemente, arqueólogos do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP) revelaram um segredo enterrado há quase dois milênios sob o solo de Senon, no nordeste da França: milhares de moedas romanas.

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Durante escavações preventivas em um terreno de 1.500 m², a equipe localizou três imensos jarros de cerâmica, conhecidos como ânforas, repletos de moedas antigas.

O impressionante cofre de bronze e cobre com moedas romanas

Estes recipientes guardavam mais de 40.000 moedas de bronze e cobre do século III d.C.. O maior jarro, com cerca de 38 kg, continha aproximadamente 24 mil peças.

Entretanto, o segundo recipiente pesava ainda mais, cerca de 50 kg, e abrigava entre 18 mil e 19 mil moedas. No local do terceiro jarro, os pesquisadores recuperaram apenas três unidades, pois alguém já havia removido o vaso anteriormente.

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Além disso, os especialistas acreditam que as famílias não esconderam o dinheiro apenas por medo de invasões. Na verdade, os moradores utilizavam esses jarros como verdadeiros “bancos domésticos” para depósitos e saques frequentes.

Moedas aderidas à parte externa dos vasos comprovam essa movimentação contínua de valores após o enterramento parcial dos itens no piso das casas.

De povoado celta a bairro romano luxuoso

A história do local remonta ao povoado celta dos Mediomátricos, que viviam ali antes da conquista de Júlio César.

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Posteriormente, com a expansão de Roma, a paisagem transformou-se radicalmente com a abertura de pedreiras de calcário e a construção de casas de alvenaria.

O bairro possuía uma estrutura urbana densa, com ruas pavimentadas, oficinas de artesãos e moradias confortáveis.

Algumas residências apresentavam, inclusive, sistemas de aquecimento sofisticados sob o piso, os chamados hipocaustos.

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Estes detalhes indicam que a população local, possivelmente formada por comerciantes e artesãos, desfrutava de um padrão de vida elevado para a época.

Incêndios e o abandono final

Pelo menos dois grandes incêndios atingiram a região durante o século 4. O primeiro desastre ocorreu no início do século, mas os moradores ainda tentaram reconstruir a área utilizando materiais de edifícios públicos desativados.

Contudo, um segundo incêndio devastador, ainda por volta da metade do século 4 causou a destruição final dos telhados e o abandono definitivo das moradias.

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Em Pompeia, um homem também tentou fugir com algumas moedas e até uma tigela na cabeça.

Esse evento catastrófico selou o destino dos jarros sob o entulho e as cinzas, preservando a fortuna de Senon até os dias atuais.