Agosto está quase acabando. Para muitas pessoas, o final do mês também representa o encerramento de uma temporada de azar. A fama de ser o “mês do desgosto” foi, por muito tempo, até motivo para adiar casamentos e também impulsionou campanhas de vacinação contra a raiva no Brasil. Além disso, sem feriados, agosto às vezes parece interminável.
Mas essas crenças não surgiram por acaso. Elas vêm de costumes trazidos de Portugal e de mudanças no comportamento dos cães durante o período.
No entanto, algumas interpretações religiosas enxergam agosto de uma forma completamente diferente. Entenda!
Por que agosto virou um mês ruim para casar
A associação entre agosto e casamentos infelizes começou em Portugal, na época das Grandes Navegações. Era nesse período que muitas embarcações partiam para longas viagens pelo mar.
Para os casais, a situação podia ser especialmente difícil. Homens recém-casados podiam embarcar logo depois da cerimônia, deixando as esposas sozinhas. Com o risco de naufrágios e mortes, casar nesse período passou a ser evitado.
A tradição chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e, mesmo com o passar dos séculos, a ideia de que agosto traz azar continua viva.
Por que agosto é o mês do “cachorro louco”
Outra fama do mês está ligada aos cães. Durante o inverno, muitas cadelas entram no cio, o que deixava os machos mais agitados.
A disputa pelo acasalamento aumenta as perseguições e as brigas entre os animais. Quem vê as cenas nas ruas pode pensar que os cachorros estão enlouquecidos.
Antigamente, esse comportamento foi relacionado à raiva, mas, hoje, sabe-se que agitação e agressividade não significam, necessariamente, que o cão esteja com raiva.
Ainda assim, a fama do mês acabou sendo aproveitada para reforçar a importância da vacinação antirrábica.
Agosto também pode ser um mês de fé
A superstição do “mês do desgosto” não é a única forma de enxergar agosto.
Em comunidades católicas, a expressão “Agosto de Deus” busca afastar a ideia de mau agouro. Nesse período, costuma ser celebrado o Mês Vocacional, dedicado à oração, à reflexão e à promoção do chamado de Deus.
Já nas religiões de matriz africana, agosto também está associado à cura e à proteção. Por exemplo, é nele que acontece o Olubajé, um dos rituais mais importantes do Candomblé, conhecido como o “Banquete do Rei”, dedicado ao Orixá Omolu (também chamado de Obaluaiê).






