Uma jovem harpia (Harpia harpyja), também conhecida como gavião-real, foi avistada na selva de Misiones, na Argentina, em agosto do ano passado. Não havia registros da ave na região há cerca de 20 anos.
A cena, capturada por Manuel Encabo e Sergio Moya, é resultado de um esforço contínuo de pesquisa ao longo de 20 anos.
Durante esse período, eles investigaram reservas naturais em Misiones e em outras províncias argentinas em busca de aves de rapina raras.
Um dos fatores que dificultam o registro da espécie é o território. Os mais de 240 mil hectares de floresta densa tornam a localização da harpia bastante desafiadora.
Além disso, a espécie tem hábitos discretos e se desloca entre as copas das árvores, dificultando ainda mais a observação direta.
Principais ameaças
A harpia é reconhecida como uma das maiores aves de rapina do mundo e sofre com a destruição do habitat e a caça, fatores que comprometem sua sobrevivência em liberdade.
- Perda de habitat: O intenso desmatamento das florestas tropicais sul-americanas limita as áreas para nidificação e caça.
- Caça ilegal: A espécie é perseguida por razões econômicas e culturais, mesmo estando protegida por lei em muitos países.
A cooperação entre pesquisadores, ambientalistas e governos é essencial para desenvolver políticas eficazes de preservação das áreas selvagens remanescentes.
Projetos integrados aumentam as chances de sucesso na conservação da harpia e de seu habitat.
Outro avistamento recente
Imagens obtidas por armadilhas fotográficas do Projeto Onças do Iguaçu registraram uma águia rara da espécie uiraçu (Morphnus guianensis) no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.
