Brasil aparece em 4º em ranking histórico de ataques de tubarão, com 107 casos, e fica atrás apenas de Estados Unidos, Austrália e África do Sul

Levantamento histórico atualizado em 2018 reúne ataques não provocados confirmados desde 1580 e coloca o Brasil entre os países com mais ocorrências registradas

Tubarão no mar/Oleksandr Sushko/Unsplash

Brasil reúne ocorrências em diferentes estados, mas Pernambuco concentra a maior quantidade de registros na base histórica/Oleksandr Sushko/Unsplash

O Brasil aparece na 4ª posição entre os países com mais ataques de tubarão registrados em um levantamento do International Shark Attack File (ISAF), mantido pelo Florida Museum of Natural History, nos Estados Unidos.

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A base reúne ataques não provocados confirmados desde 1580 e contabiliza 107 ocorrências no território brasileiro. A última atualização ocorreu em 2018. O número coloca o Brasil atrás apenas de Estados Unidos, Austrália e África do Sul.

O levantamento considera registros históricos de diferentes períodos e regiões. Por isso, a lista não representa necessariamente os países com maior número de ataques nos anos mais recentes.

Países com mais ataques de tubarão

Os Estados Unidos lideram o ranking histórico, com 1.441 ataques não provocados confirmados. A Austrália aparece em seguida, com 642 registros.

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A África do Sul ocupa a terceira posição, com 255 casos. O Brasil completa o grupo dos quatro primeiros, com 107 ocorrências.

Confira o ranking:

  1. Estados Unidos: 1.441 ataques
  2. Austrália: 642 ataques
  3. África do Sul: 255 ataques
  4. Brasil: 107 ataques
  5. Nova Zelândia: 52 ataques
  6. Papua-Nova Guiné: 48 ataques
  7. Ilhas Mascarenhas (Reunião): 46 ataques
  8. México: 40 ataques
  9. Bahamas: 29 ataques
  10. Irã: 23 ataques

Os números fazem parte da página de distribuição mundial de ataques do ISAF. O Florida Museum informa que o levantamento considera ataques não provocados confirmados e possui registros a partir de 1580.

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A página que apresenta esse ranking recebeu atualização em 2018.

Pernambuco concentra maioria dos casos brasileiros

O Brasil reúne ocorrências em diferentes estados, mas Pernambuco concentra a maior quantidade de registros na base histórica.

O estado aparece com 59 ataques, enquanto São Paulo soma 11 ocorrências. Maranhão registra 10 casos, e Rio de Janeiro aparece com sete.

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Rio Grande do Sul tem cinco registros. Outros estados brasileiros também aparecem na base, incluindo Bahia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Paraná e Ceará.

A concentração de casos em Pernambuco tem relação principalmente com o histórico de ocorrências na região metropolitana do Recife e no litoral do estado.

O que significa um ataque não provocado?

O ISAF diferencia os ataques não provocados daqueles que acontecem após alguma interação ou provocação humana.

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Um ataque não provocado ocorre quando o tubarão ataca uma pessoa em seu ambiente natural sem que ela tenha iniciado uma interação com o animal. A classificação ajuda os pesquisadores a comparar os casos registrados em diferentes regiões.

Além disso, o ISAF também acompanha ataques provocados, casos envolvendo embarcações e outros tipos de incidentes relacionados aos animais.

Ranking histórico é diferente dos dados atuais

Apesar de o Brasil aparecer em 4º lugar, os 107 ataques não significam que o país esteja atualmente entre os quatro locais com mais ocorrências anuais.

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O ranking considera um período de mais de quatro séculos. Portanto, países com longa tradição de registros e maior população costeira podem acumular números elevados ao longo do tempo.

O próprio ISAF publica levantamentos anuais separados para acompanhar os ataques registrados em períodos recentes. Dessa forma, o ranking histórico precisa ser analisado junto ao recorte temporal utilizado pela pesquisa.

No caso da lista que coloca o Brasil em 4º lugar, o dado de 107 ataques corresponde ao levantamento histórico do ISAF, e não a uma contagem atualizada até 2026.