Buraco negro gigante ‘acorda’ depois de 100 milhões de anos e lança jato de energia colossal

Um dos maiores buracos negros conhecidos saiu de um longo silêncio e lançou um jato gigante no espaço

Astrônomos registram o “acordar” de um buraco negro após 100 milhões de anos de inatividade (Foto: (Foto: Nasa/Caltech-IPAC/Robert Hurt))

Astrônomos registram o “acordar” de um buraco negro após 100 milhões de anos de inatividade (Foto: (Foto: Nasa/Caltech-IPAC/Robert Hurt))

Um buraco negro que parecia completamente “apagado” por mais de 100 milhões de anos voltou a dar sinais de vida no espaço profundo. E não foi qualquer sinal: ele lançou um jato de energia colossal.

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O fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540, a bilhões de anos-luz da Terra, e surpreendeu os astrônomos por mostrar um objeto que alterna entre silêncio absoluto e explosões violentas.

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Agora, cientistas tentam entender como algo tão extremo pode “desligar” e “religar” depois de tanto tempo, como se o universo tivesse memória.

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Silêncio escondia um gigante

Por muito tempo, o buraco negro no centro da galáxia parecia adormecido. Nada indicava atividade intensa, como se estivesse em repouso profundo no meio do cosmos.

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Mas as novas imagens de rádio revelaram algo diferente. O núcleo já havia passado por outros ciclos de atividade, deixando “marcas antigas” no espaço ao redor.

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Segundo o estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, essas marcas funcionam como uma espécie de arquivo cósmico, mostrando que o gigante nunca esteve totalmente estático, apenas entrou em longas pausas.

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O momento em que tudo voltou a brilhar

De repente, o silêncio foi quebrado. O buraco negro voltou a expelir energia em forma de um jato de plasma que se estende por quase um milhão de anos-luz.

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Esse jato é tão grande que poderia atravessar centenas de galáxias alinhadas. Ele revela uma liberação de energia extremamente poderosa vinda do centro da galáxia.

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Os astrônomos conseguiram captar esse “renascimento” usando radiotelescópios em diferentes partes do mundo, que juntos revelaram o fenômeno com mais clareza.

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Choque com o ambiente ao redor

O jato não viaja em um vazio perfeito. Ele encontra um ambiente cheio de gás quente ao redor da galáxia, o que muda completamente sua forma.

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Em vez de seguir reto, parte da energia é empurrada e dobrada, criando estruturas curvadas e caudas difusas que se espalham pelo espaço.

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Esse “choque” ajuda os cientistas a entender como o ambiente influencia até os fenômenos mais extremos do universo.

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Um ciclo que pode mudar tudo o que sabemos

Os dados mostram que esse buraco negro já teve outros períodos de atividade há centenas de milhões de anos, seguidos por longos silêncios.

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Essa alternância sugere que buracos negros podem não ser apenas destruidores constantes, mas sistemas que “respiram” em ciclos muito longos.

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Agora, a grande questão é entender o que faz um desses gigantes despertar depois de tanto tempo parado no escuro do universo.