Clean girl e messy girl: como tendências de moda refletem sentimentos e comportamento

Entenda como as estéticas clean girl e messy girl vão além da moda e traduzem estados emocionais

Do minimalismo ao visual bagunçado, veja como vestir-se virou expressão de controle ou liberdade

Do minimalismo ao visual bagunçado, veja como vestir-se virou expressão de controle ou liberdade | (Foto: Freepik)

A forma como nos vestimos nunca foi apenas uma escolha estética. Roupas comunicam estados de espírito, momentos de vida e até estratégias emocionais para lidar com o mundo.

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Nos últimos anos, duas estéticas aparentemente opostas ganharam força nas redes sociais, especialmente no TikTok e no Instagram.

Mais do que tendências visuais, elas ajudam a entender como estamos nos sentindo coletivamente e individualmente.

Quando a aparência vira sensação de controle

A estética clean girl é marcada por roupas neutras, maquiagem minimalista, cabelo impecável e uma imagem de vida organizada.

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Para muitas pessoas, esse estilo funciona como um refúgio emocional.

Em meio a rotinas aceleradas, excesso de informações e inseguranças, vestir-se de forma limpa e controlada pode transmitir, para fora e para dentro, uma sensação de estabilidade.

Segundo a psicóloga Carolyn Mair, especialista em psicologia da moda e autora do livro “The Psychology of Fashion”, em períodos de ansiedade ou incerteza, é comum buscar organização externa como forma de autorregulação emocional.

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A roupa deixa de ser apenas estética e passa a funcionar como uma ferramenta de conforto psicológico.

Essa relação entre escolhas de estilo e bem-estar mostra como tendências de moda dialogam com a forma como nos sentimos, seja em fases de busca por ordem ou em momentos de transição emocional.

O visual bagunçado como expressão de autenticidade

Na contramão do minimalismo, a estética messy girl aposta no visual mais solto.

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Roupas sobrepostas, cabelo com aparência natural e maquiagem borrada ou inexistente fazem parte da proposta.

Aqui, a bagunça não é descuido, é linguagem.

Para quem adere a esse estilo, vestir-se de forma menos polida pode representar liberdade, espontaneidade e rejeição a padrões rígidos de perfeição.

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Esse tipo de estética costuma surgir com mais força em momentos de exaustão coletiva, quando há uma vontade clara de ser menos produtivo, menos performático e mais real.

A roupa vira uma extensão desse cansaço emocional e também uma forma de resistência.

Esse movimento lembra outras tendências que desafiam padrões tradicionais, como as mudanças nas peças que dominam o guarda-roupa nas estações frias, a exemplo dos casacos que marcaram o inverno de 2025.

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O que a popularidade dessas estéticas diz sobre nós

O sucesso simultâneo da clean girl e da messy girl revela uma tensão emocional muito atual. De um lado, o desejo de controle. Do outro, a necessidade de soltar.

Enquanto algumas pessoas buscam organização para se sentirem seguras, outras encontram alívio ao abandonar expectativas estéticas e sociais.

Isso mostra que a moda, hoje, funciona menos como tendência fixa e mais como um termômetro emocional.

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O jeito de se vestir acompanha fases, humores e contextos e muda conforme mudam nossas necessidades internas.