Santo Antônio dos Milagres, no interior do Piauí, voltou a aparecer entre os municípios com menor movimentação econômica do País.
Dados divulgados pelo IBGE, referentes a 2023, mostram que a cidade registrou o menor PIB do Brasil, somando R$ 25,284 milhões.
O levantamento reacendeu discussões sobre a desigualdade econômica entre diferentes regiões brasileiras, especialmente entre pequenos municípios do Nordeste e grandes centros urbanos.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, Santo Antônio dos Milagres possui cerca de 2,1 mil habitantes, o que a coloca entre as menores cidades do País em número de moradores
Informações publicadas pelo portal G1 também apontam que o Piauí segue concentrando municípios com baixos indicadores econômicos.
No mesmo estudo, Curral Novo do Piauí apareceu com a maior queda proporcional do PIB entre 2022 e 2023, com retração de 73,4%, reforçando o cenário de fragilidade econômica enfrentado por parte do estado.
Entenda o que representa o PIB de uma cidade
O Produto Interno Bruto (PIB) é o indicador utilizado para medir a soma de bens e serviços produzidos em determinado território ao longo do ano.
Na prática, ele ajuda a dimensionar o tamanho da economia de um município e o nível de atividade econômica desenvolvido naquela região.
No caso de Santo Antônio dos Milagres, o baixo valor registrado não significa ausência de comércio ou de atividades locais, mas revela uma economia de pequena escala quando comparada a municípios maiores.
Especialistas costumam destacar que cidades com pouca diversificação econômica e menor presença industrial acabam ficando mais vulneráveis a oscilações e limitações de crescimento.
A realidade econômica de Santo Antônio dos Milagres
Localizada no interior piauiense, Santo Antônio dos Milagres já vinha aparecendo em levantamentos anteriores entre os menores PIBs do País.
O novo dado divulgado pelo IBGE mostra que o município continua enfrentando dificuldades estruturais para ampliar sua capacidade econômica e atrair novos investimentos.
Assim como outras cidades pequenas do semiárido nordestino, o município convive com desafios ligados à baixa arrecadação, menor escala de produção e forte dependência do setor público para movimentar a economia local.
Em muitos casos, atividades ligadas ao comércio básico e aos serviços públicos acabam sendo as principais fontes de renda da população.
Piauí reúne municípios entre os menores PIBs do País
O levantamento também evidencia a presença do Piauí entre os estados com maior número de cidades nas últimas posições do ranking econômico nacional. Segundo o G1 em 2025 destacaram que 14 dos 50 menores PIBs do Brasil pertenciam a municípios piauienses.
Apesar disso, os números não resumem toda a realidade econômica do estado. O Piauí possui regiões em crescimento e setores que vêm apresentando avanço nos últimos anos.
Ainda assim, parte significativa dos municípios continua enfrentando dificuldades históricas relacionadas à infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Diferenças regionais seguem marcando a economia brasileira
Os dados mais recentes do IBGE reforçam como a produção de riqueza no Brasil permanece concentrada em poucas cidades.
Enquanto capitais e grandes polos econômicos reúnem grande parte da atividade industrial, comercial e de serviços do País, milhares de municípios pequenos seguem com baixa capacidade de geração de renda.
No mesmo levantamento, Curral Novo do Piauí chamou atenção pela forte retração econômica registrada entre 2022 e 2023.
A queda expressiva do PIB da cidade ajuda a ilustrar as diferenças existentes entre municípios brasileiros e mostra como fatores regionais ainda influenciam diretamente o desenvolvimento econômico no País.



