Uma descoberta surpreendente chamou a atenção no interior da mansão mais famosa do Leblon. Durante a catalogação dos bens que serão leiloados antes da demolição do imóvel, uma escultura rara foi encontrada em um quarto que permanecia fechado.
A peça, atribuída ao artista romeno Constantin Brancusi, tem lance inicial de R$ 400 mil e deve ser um dos destaques do próximo leilão da propriedade, negociada por R$ 220 milhões para dar lugar a um novo condomínio de luxo.
Enquanto funcionários trabalham para esvaziar os cômodos da residência, outros objetos valiosos continuam surgindo. A descoberta aumentou ainda mais a curiosidade em torno da mansão, conhecida por reunir obras de arte, arquitetura imponente e histórias pouco conhecidas.
Quarto fechado guardava uma surpresa
A escultura foi encontrada em um cômodo que permanecia trancado dentro da propriedade localizada no Jardim Pernambuco, uma das áreas mais exclusivas do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Além da obra de Brancusi, os responsáveis pela catalogação localizaram uma tapeçaria original de Jean-Michel Basquiat. As peças agora integram o acervo que será oferecido no segundo leilão realizado antes da derrubada da residência.
A expectativa é alta porque cerca de 1,6 mil itens ainda passam por avaliação. A cada nova etapa do inventário, surgem objetos que ajudam a revelar detalhes da história acumulada pela família proprietária ao longo de décadas.
O leiloeiro Ernani afirma que o processo precisa ocorrer rapidamente. “Temos que esvaziar rápido porque a demolição já foi autorizada”, diz ele ao jornal O Globo. Por isso, novas descobertas ainda podem acontecer até a data do leilão.

A mansão que nem Neymar comprou
A propriedade ficou conhecida nacionalmente por ter sido anunciada por R$ 220 milhões. Durante anos, ela figurou entre os imóveis residenciais mais caros do país e despertou o interesse de compradores de alto poder aquisitivo.
Entre eles esteve Neymar. O jogador chegou a visitar a residência, mas desistiu da negociação por considerar o valor elevado. Posteriormente, optou por adquirir outro terreno na mesma região do Leblon.
Pertencente à família Amaral, fundadora da rede de Supermercados Disco, a mansão ocupa um terreno de aproximadamente 11 mil metros quadrados. A localização privilegiada contribuiu para transformar o imóvel em uma referência do mercado de luxo.
Depois da venda para a construtora Mozak, ficou definido que a área dará lugar ao empreendimento Estância Pernambuco, composto por mansões exclusivas projetadas para um público de altíssimo padrão.
Uma propriedade cheia de detalhes impressionantes
Construída em estilo inglês, a residência possui cerca de 2,5 mil metros quadrados de área construída. O espaço reúne seis suítes, 18 banheiros, biblioteca, estúdio de música, salas de convivência e amplas áreas de lazer.
Entre os elementos mais curiosos estão um elevador interno, um sótão revestido de madeira e uma galeria com pé-direito de quase sete metros de altura. O jardim leva a assinatura do paisagista Burle Marx.
Do lado de fora, outro diferencial chama atenção: o único heliponto particular do Rio de Janeiro homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil até 2032. A estrutura reforça o status singular da propriedade.
Agora, enquanto a contagem regressiva para a demolição avança, a mansão continua revelando tesouros escondidos. E a descoberta da escultura de Brancusi mostra que alguns dos capítulos mais interessantes de sua história ainda estavam atrás de portas fechadas.






