Experimento Filadélfia: o que se sabe sobre o navio que ‘desapareceu’ em 1943

Conheça a lenda urbana sobre o USS Eldridge que mistura teorias de Einstein, teletransporte e conspirações militares da Segunda Guerra Mundial

A história só ganhou o mundo em 1955, quando um homem chamado Carl Allen enviou cartas ao pesquisador de OVNIs Morris Jessup.

A história só ganhou o mundo em 1955, quando um homem chamado Carl Allen enviou cartas ao pesquisador de OVNIs Morris Jessup. | Wikimedia Commons

Em outubro de 1943, em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, os estaleiros navais da Filadélfia teriam sido palco de um dos eventos mais bizarros da história militar.

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Segundo relatos que atravessam décadas, o destróier USS Eldridge não apenas ficou invisível aos radares, mas teria “saltado” no espaço-tempo, reaparecendo a centenas de quilômetros de distância. Mas o que é fato e o que é ficção científica nessa história?

A promessa da invisibilidade

A lenda sustenta que a Marinha dos EUA tentava aplicar a Teoria do Campo Unificado, de Albert Einstein, para criar uma “camuflagem eletromagnética”.

O objetivo era tornar os navios invisíveis aos radares inimigos. No entanto, os defensores da teoria da conspiração afirmam que o experimento foi longe demais: o navio teria sido envolto por uma névoa esverdeada e desaparecido fisicamente diante de testemunhas.

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Tripulantes “fundidos” ao navio

O aspecto mais sombrio do Experimento Filadélfia reside nos relatos sobre a tripulação.

Diz a lenda que, ao retornar à visibilidade, o cenário era de horror: marinheiros teriam sofrido desorientação severa, combustão espontânea ou, em casos mais extremos, teriam tido seus corpos fundidos às anteparas de metal do navio.

Tais relatos, embora nunca comprovados, alimentaram livros, filmes e o imaginário popular por gerações.

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O que diz a ciência e a história?

Para os historiadores e para a própria Marinha dos EUA, a história não passa de um mito bem construído.

  • Onde estava o navio? registros de bordo oficiais indicam que o USS Eldridge estava em Nova York ou nas Bahamas no período do suposto teste.
  • Confusão técnica: especialistas sugerem que o mito nasceu de uma interpretação errada do processo de desmagnetização (degaussing). Essa técnica real era usada para proteger navios de minas magnéticas, tornando-os “invisíveis” apenas para o magnetismo, e não para o olhar humano.

A origem da farsa

A história só ganhou o mundo em 1955, quando um homem chamado Carl Allen enviou cartas ao pesquisador de OVNIs Morris Jessup.

Allen afirmava ter presenciado o evento de um navio próximo. Anos depois, investigações sugeriram que Allen sofria de transtornos mentais e que as provas apresentadas por ele eram inconsistentes.

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Mesmo sem evidências físicas, o Experimento Filadélfia permanece como um pilar da cultura pop, levantando questões sobre os limites da ciência e o segredo de estado.

Se foi um erro de interpretação de uma tecnologia de guerra ou um dos maiores segredos da humanidade, o mistério do USS Eldridge continua a navegar entre a realidade e a fantasia.