O que começou como um susto médico terminou em surpresa e bom humor no norte da Inglaterra.
Ao buscar atendimento por causa de sintomas persistentes, um carteiro acabou descobrindo que convivia havia décadas com algo inesperado dentro do próprio corpo.
Paul Baxter, de 47 anos, morador de Preston, acreditava que o histórico de tabagismo pudesse ter provocado um tumor. O exame, porém, revelou uma situação tão improvável quanto curiosa.
Um achado difícil de imaginar
Durante a investigação médica, os profissionais identificaram um objeto estranho alojado no pulmão. Tratava-se de um cone de trânsito do Playmobil, com cerca de um centímetro, que estava ali desde a infância.
O caso chamou atenção pelo tempo incomum. Paul conviveu com o objeto por aproximadamente 40 anos sem saber de sua presença.
Sintomas que levaram ao diagnóstico
Fumante há muitos anos, ele procurou ajuda após passar cerca de um ano lidando com mal-estar frequente e crises de tosse. A preocupação aumentou quando um raio-X apontou uma massa no pulmão, levantando a hipótese de câncer.
A suspeita mudou após a realização de uma broncoscopia, exame que permite observar as vias respiratórias. O procedimento revelou que a massa era, na verdade, o pequeno brinquedo.
“O médico disse que viu algo laranja. Eu não conseguia imaginar o que poderia ser”, contou Paul ao BMJ. “Quando retiraram, todos começaram a rir. Foi hilário.”
Um acidente esquecido na infância
Paul ganhou o brinquedo ao completar sete anos e acredita que o tenha inalado de forma acidental. Na época, o episódio passou despercebido e nunca foi associado a problemas respiratórios.
Embora seja relativamente comum que crianças engulam objetos pequenos, especialistas apontam que é raro que algo assim permaneça no corpo por tanto tempo sem ser identificado.
Como o corpo reagiu ao objeto
De acordo com os médicos, as vias aéreas se adaptaram à presença do cone porque o incidente ocorreu quando Paul ainda era muito jovem.
“Na infância, o objeto pode ter sido absorvido pelo revestimento dos pulmões, que se desenvolveu ao seu redor”, explicou a reportagem do BMJ.
Mesmo assim, ele não foi detectado em exames anteriores, incluindo uma pneumonia aos 18 anos e uma ressonância magnética feita em 2004.
Recuperação e lembrança inusitada
Quatro meses após a remoção, Paul não apresentava mais crises de tosse e relatou melhora significativa no desconforto respiratório.
O cone retirado foi guardado em um pote de vidro dado pelos médicos. “Não está na lareira, está no armário. Acho que vou guardá-lo para sempre e deixá-lo para meus netos”, contou ele.
Embora o caso seja chocante, uma história parecida aconteceu em Araçatuba, no interior de São Paulo.


