“Japão em alerta permanente”: por que o país tem mais de 1.500 terremotos todos os anos?

Entenda por que a geologia do Japão e o encontro de placas tectônicas transformaram o arquipélago no epicentro dos abalos sísmicos do planeta

Fotografia ao nível do chão mostrando severos danos estruturais na fachada de um centro comercial de múltiplos andares (AEON Mall) após um terremoto no Japão. As placas de revestimento metálico do prédio aparecem arrancadas e contorcidas, expondo a estrutura interna. O solo à frente está coberto por detritos, pedaços de alvenaria e poeira branca, com um carro de passeio parcialmente soterrado por chapas

Além do abalo principal, também foram registrados tremores secundários na região - Reprodução/Redes Sociais

Um violento terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, localizada no sul do país, nesta terça-feira (28/7). O abalo sísmico gerou destruição estrutural, deixou mais de 50 feridos, interrompeu os serviços de transporte e provocou um alerta preventivo de tsunami.

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O tremor ocorreu por volta das 16h27 pelo horário local (4h27 em Brasília), com epicentro a apenas 10 quilômetros de profundidade próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.

Por que o Japão tem tantos terremotos?

A frequência extraordinária de terremotos no Japão se deve principalmente à sua geologia única, caracterizada pelo ponto de encontro de quatro grandes placas tectônicas.

Situado no famoso Círculo de Fogo do Pacífico, o país funciona como uma verdadeira “esquina tectônica”, acumulando tensões gigantescas na crosta terrestre ao longo dos anos.

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O choque silencioso das 4 placas tectônicas

A crosta terrestre abaixo do território japonês sofre pressão contínua das placas do Pacífico, Filipinas, Eurasiática e Okhotsk, que se chocam sem parar.

As placas oceânicas, mais densas, mergulham sob as continentais em um processo conhecido como subducção, provocando atrito e acúmulo de energia nas rochas.

Quando a resistência da rocha é superada, essa energia é liberada de forma repentina, propagando ondas sísmicas devastadoras até a superfície.

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Por que a geologia do Japão provoca tantos terremotos e tsunamis?

A combinação entre a pressão da subducção e a localização costeira explica por que o país registra cerca de 1.500 terremotos perceptíveis por ano.

Esse valor impressionante representa aproximadamente 20% de todos os tremores mundiais de magnitude 6,0 ou superior registrados pelos cientistas.

Além dos abalos, o deslocamento vertical do leito oceânico em áreas de fossa marinha é a causa direta dos tsunamis que ameaçam a costa.

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Vulcões ativos e o risco permanente na região

O mesmo processo geológico derrete rochas no interior do planeta, gerando magma que alimenta mais de 100 vulcões ativos no arquipélago, como o famoso Monte Fuji.

Para conviver com essa realidade, o Japão investe em tecnologia de monitoramento contínuo e infraestrutura preparada para responder a qualquer emergência sísmica.