Moradores e agricultores da região de Larissa, na Grécia, seguem atravessando uma ponte destruída sobre o rio Pineios, mesmo diante do risco de desabamento.
A estrutura sofreu graves danos após a passagem da tempestade Daniel e permanece oficialmente interditada. Apesar dos alertas das autoridades, muitos condutores continuam utilizando a travessia.
O principal motivo é a falta de uma alternativa eficiente: o desvio oficial aumenta o trajeto em até 30 quilômetros, elevando custos com combustível e prolongando o tempo de deslocamento.

Ponte destruída liga comunidades e garante o acesso às áreas agrícolas
A ponte de Palaiopyrgos conecta os vilarejos de Palaiopyrgos e Alexandrini e desempenha papel essencial no transporte da produção agrícola da região.
Sem a travessia direta, agricultores enfrentam dificuldades para chegar às propriedades rurais localizadas do outro lado do rio. Por isso, muitos optam por ignorar a interdição e atravessar a estrutura danificada diariamente.
Um morador resumiu o drama vivido pela população em entrevista à imprensa grega:
“O que deveríamos fazer? Dar a volta ao mundo? Jogamos com a morte todos os dias.”
Enquanto isso, a erosão na base da ponte provocou um afundamento visível no centro da estrutura, aumentando o risco a cada veículo que passa pelo local.
Também na Grécia, Karpathos, começou a chamar atenção de viajantes, reunindo mar transparente, gastronomia tradicional e vilarejos que preservam costumes antigos.
Desvio de 30 quilômetros pesa no bolso dos trabalhadores
A falta de opções de mobilidade explica por que tantos motoristas continuam utilizando a ponte.
O trajeto alternativo exige percorrer a rodovia nacional e acrescenta até 30 quilômetros ao deslocamento. Para produtores rurais, a mudança representa aumento nas despesas com combustível, perda de tempo e dificuldades para manter a rotina de trabalho.

Autoridades alertam para risco de desabamento e enchentes
Além do perigo para motoristas e passageiros, especialistas apontam outros riscos provocados pela situação da ponte.
A estrutura afundada pode bloquear parcialmente o fluxo do rio Pineios durante períodos de chuva intensa, funcionando como uma espécie de barragem improvisada.
Caso isso aconteça, o nível da água poderá subir rapidamente e provocar inundações nos vilarejos próximos, agravando ainda mais os impactos causados pela tempestade Daniel.
Reconstrução segue sem previsão para começar
Embora o projeto de uma nova ponte já tenha recebido aprovação, as obras ainda não começaram.
Enquanto a reconstrução não sai do papel, moradores e agricultores continuam enfrentando uma difícil escolha: percorrer dezenas de quilômetros a mais ou arriscar a própria vida sobre uma estrutura comprometida.
