Quem assiste ao Oscar pela televisão pode até não notar, mas existe um detalhe curioso durante a cerimônia: quase nunca aparece uma cadeira vazia na plateia.
Nem quando um ator se levanta para receber um prêmio. Nem quando alguém sai por alguns minutos. Nas imagens da transmissão, a plateia parece sempre completa.
Isso não acontece por acaso. Nos bastidores, a maior premiação do cinema funciona como uma operação extremamente calculada. Cada momento é planejado para que tudo pareça perfeito na TV.
E por trás desse espetáculo existem algumas curiosidades pouco conhecidas.
Os “figurantes” de gala que sentam no lugar das estrelas
Um dos papéis mais curiosos da noite é o dos chamados “seat fillers“, ou “ocupadores de assentos”.
A função é simples, mas essencial para a transmissão: sentar no lugar de celebridades quando elas se levantam.
Se um ator vai ao palco, conversa com alguém ou sai por alguns minutos, um desses participantes entra em ação e ocupa a cadeira temporariamente. Assim, quando a câmera mostra a plateia, ela continua cheia.
Mas não pense que é só sentar e aproveitar o momento. Os seat fillers precisam seguir várias regras. Eles devem chegar horas antes da cerimônia, usar roupa de gala e agir com total discrição.
E mesmo sentados ao lado de grandes estrelas de Hollywood, não podem pedir fotos, conversar ou agir como fãs.
A missão é simples: preencher o lugar e desaparecer assim que o convidado voltar.
Celular quase proibido e discursos cronometrados
Nos bastidores da premiação, o controle também é grande quando o assunto é celular e tempo de fala.
Depois do famoso erro do envelope em 2017, quando o prêmio de melhor filme foi anunciado de forma equivocada, a organização passou a reforçar ainda mais as regras da cerimônia.
Hoje, o uso de celular no palco é fortemente desencorajado e os discursos costumam ter limite de cerca de 45 segundos.
Pode parecer pouco, mas esse controle ajuda a manter o ritmo da transmissão ao vivo e evita atrasos no cronograma.
A estatueta não é feita totalmente de ouro
Muita gente imagina que a estatueta seja feita inteiramente de ouro maciço. Na realidade, ela é produzida em bronze e depois recebe um banho de ouro de 24 quilates.
Esse acabamento é feito com tecnologia de alta precisão, semelhante à usada em equipamentos científicos e até em projetos espaciais.
Materiais com propriedades parecidas, por exemplo, já foram utilizados em sistemas ligados ao James Webb Space Telescope.
Mesmo assim, a estatueta não pode virar um item de mercado. Pelas regras da Academia, quem quiser vender um Oscar moderno precisa primeiro oferecê-lo de volta à organização por apenas 1 dólar.
Perder o Oscar pode render um prêmio inesperado
Nem todos os indicados levam a estatueta para casa. Mas alguns recebem algo que também chama atenção.
Existe uma famosa sacola de presentes entregue a parte dos indicados, organizada por empresas parceiras da indústria.
E não é qualquer lembrancinha.
O kit pode incluir viagens internacionais, estadias em resorts de luxo, tratamentos estéticos e experiências exclusivas.
Em algumas edições, o valor estimado dessa sacola já passou de US$ 300 mil.
Ou seja: em Hollywood, perder o Oscar pode até doer no ego, mas dificilmente pesa no bolso.


