O que aconteceu com o homem que deu a facada em Bolsonaro?

Adélio Bispo passou por laudos psiquiátricos e investigações da PF

Adélio confessou o crime e afirmou agir por ordens divinas

Adélio confessou o crime e afirmou agir por ordens divinas | Imagem: Divulgação PM-MG

Em 2018 o então candidato à presidência pelo Partido Social Liberal, Jair Messias Bolsonaro, tomou uma facada num comício que realizava na cidade de Juiz de Fora. Vídeos da facada rapidamente circularam nas redes sociais, assim como a identidade do autor: Adélio Bispo.

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Depois do golpe, Bolsonaro passou por cirurgias de emergência, incluindo uma laparotomia e uma reconstrução intestinal, que o fez usar uma bolsa de colostomia. Já Adélio foi preso em flagrante.

Aliados de Bolsonaro tentaram atribuir o atentado a partidos de esquerda, que negaram e condenaram o ataque. Adélio declarou que cometeu o atentado“a mandado de Deus” e passou por um exame de saúde mental. Saiba o que aconteceu com o agressor agora:

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Autor da facada inimputável

Após ser preso em flagrante e confessar o crime, Adélio foi preso em isolamento na penitenciária de Campo Grande (MS). Depois de cerca de um mês do atentado, passou por um exame de sanidade mental, e após isso virou réu na 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.

Cerca de um ano depois, já em 2019, Adélio Bispo foi absolvido do processo. O juiz Bruno Savino entendeu na decisão, após o resultado do laudo mental, que Adélio não poderia ser responsabilizado por possuir graves distúrbios mentais.

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Mas o homem, que trabalhava como pedreiro antes do atentado, não foi liberado. O juiz decidiu que o autor deveria permanecer em uma prisão psiquiátrica por tempo indeterminado. A acusação, contudo, recorreu.

Sem novidades

Com o recorrimento da acusação, tanto de Bolsonaro quanto do Ministério Público, o caso de Adélio não transitou em julgado. Isso, na prática, significa que a justiça ainda não decidiu de maneira definitiva a sentença.

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Adélio segue preso, em regime fechado e em isolamento, conhecido como “solitária”. O autor teria sido transferido de Campo Grande para um estabelecimento psiquiátrico em Minas Gerais em 2024, mas a falta de vagas impediu a transferência.

Bolsonaro seguiu insistindo, sem apresentar provas, que a PF estava errada e que Adélio não agiu sozinho. O ex-presidente passa por internações e cirurgias periódicas em decorrência da facada.