Criado em 1982, o Parque Estadual Carlos Botelho (PECB) é um dos mais importantes refúgios da vida selvagem no Sudeste brasileiro.
Localizado entre os municípios de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito e Sete Barras, o parque preserva mais de 37 mil hectares de Mata Atlântica, formando um corredor ecológico que conecta alguns dos maiores remanescentes desse bioma no País.
Trilhas e atrativos naturiais
Além de seu papel ambiental, o PECB é também destino de lazer para famílias, ecoturistas e pesquisadores. O espaço oferece cachoeiras, rios propícios para banho, mirantes e nove trilhas monitoradas.
Entre elas, a Trilha das Bromélias, com 300 metros de extensão e estrutura adaptada para pessoas com deficiência, idosos e crianças.
Ao longo do caminho, visitantes podem observar dezenas de espécies de bromélias, em um percurso que combina acessibilidade e contato direto com a natureza.
No Núcleo Sete Barras, há outras opções de ecoturismo, como trilhas e atrativos naturais. A área no entorno do parque tem forte vocação agrícola, especialmente para o cultivo de banana, mas mantém a harmonia com a preservação ambiental.
A infraestrutura inclui áreas para piqueniques, quiosques, um Centro de Visitantes e um Centro de Exposição Temático, com imagens das trilhas e árvores simbólicas para recados e mensagens deixadas pelos visitantes.
Fauna e flora ameaçadas
O PECB abriga espécies ameaçadas de extinção, como a jacutinga, a onça-pintada, a anta e o palmito-juçara. É também lar da maior família conhecida de muriquis, o maior primata das Américas e símbolo da unidade de conservação.
Esses macacos, também chamados de mono-carvoeiro, desempenham papel crucial na regeneração da floresta, espalhando sementes por grandes distâncias.
Homenagem no nome
O parque leva o nome de Carlos José de Arruda Botelho, médico urologista que também atuou como Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo e Senador da República.
Foi ele o responsável pela vinda dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, por meio de um acordo com o governo japonês em 1908.
Em 2008, durante as comemorações do centenário da imigração japonesa, um busto de Carlos Botelho foi instalado na sede do parque, em homenagem à sua contribuição histórica.
Entre a preservação da Mata Atlântica e a oferta de lazer sustentável, o Parque Estadual Carlos Botelho é um convite para conhecer de perto a riqueza natural do interior paulista.
Ao caminhar por suas trilhas, o visitante não apenas contempla paisagens únicas, mas também participa, ainda que por um dia, da proteção de um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo.



