Uma convocação foi feita pelo centro de pesquisa Eurac com o intuito de reunir doze voluntários para viver um mês nos Alpes italianos. O fim da pesquisa era saber como seria a vida das pessoas vivendo em um lugar com altitude média de 2.500 metros.
O local do estudo será no Tiro do Sul, no refúgio Nino Corsi. Pesquisadores buscam saber se a vivência por muito tempo na altitude afeta a pressão arterial, se altera o metabolismo ou provoca alteração do sono.
Os voluntários para fazer esse experimento receberão 400 euros somente por participar. A lista de inscritos já ultrapassou de 150 pessoas.
Faixa etária e rotina
A lista de participantes foi aberta para doze pessoas, tanto homens ou mulheres entre 18 e 40 anos que morem em regiões do nível do mar.
O esperado, é que as pessoas mantenham suas rotinas na montanha normalmete, trabalhando e estudando de forma remota, sem pensar que é algum tipo de retiro de férias.
Durante as 4 semanas, a equipe médica vai observar a qualidade do sono dos voluntários, a atividade física e nutrição. Mas alguns grupos foram impossibilitados de ir, que são:
- Pessoas fumantes
- Atletas de elite e alta performance
- Pessoas com condições médicas
Estudo paga 400 euros para investigar efeitos da altitude no sono e na saúde (Whgler/ Wikimedia Commons)Principais riscos de viver na altitude
Viver em altitudes muito altas pode trazer uma série de desafios para o organismo, principalmente por causa da menor disponibilidade de oxigênio no ar. Um dos riscos mais comuns é o chamado mal de altitude, que costuma aparecer nos primeiros dias após a chegada a locais elevados.
Os sintomas incluem dor de cabeça, tontura, náusea, cansaço extremo e dificuldade para dormir. Em casos mais graves, podem surgir complicações como o edema pulmonar de altitude, que afeta os pulmões.
Outro ponto importante é o impacto no sistema cardiovascular. Como há menos oxigênio disponível, o corpo precisa trabalhar mais para manter os níveis adequados, o que pode levar ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
O organismo até consegue se adaptar parcialmente por meio de um processo conhecido como aclimatação, aumentando a produção de glóbulos vermelhos para transportar mais oxigênio.
No entanto, essa adaptação também pode trazer riscos, como o espessamento do sangue, o que aumenta a chance de formação de coágulos.


