Pombos usam o fígado para detectar campo magnético da Terra

Por muito tempo, acreditou-se que a "bússola" dos pombos estaria localizada no bico ou nos olhos das aves.

De acordo com a pesquisadora Clivia Lisowski, da Universidade de Bonn, na Alemanha, o processo se ativa assim que a ave levanta voo. (Foto: Pexels)

De acordo com a pesquisadora Clivia Lisowski, da Universidade de Bonn, na Alemanha, o processo se ativa assim que a ave levanta voo. (Foto: Pexels)

Você já parou para pensar em como os pombos conseguem encontrar o caminho de volta para casa, mesmo cruzando distâncias imensas?

Um novo estudo publicado na prestigiada revista Science revelou que o segredo dessas aves está escondido em um lugar totalmente inesperado: o fígado.

O segredo está no sistema imunológico

Por muito tempo, acreditou-se que a “bússola” dos pombos estaria localizada no bico ou nos olhos das aves.

No entanto, pesquisadores descobriram que células do sistema imunológico presentes no fígado desempenham o papel principal nessa navegação.

Essas células, chamadas de macrófagos, têm a função técnica de remover os glóbulos vermelhos envelhecidos do sangue.

Nesse processo de limpeza, elas acabam acumulando uma grande quantidade de ferro, transformando-se em microestruturas magnéticas poderosas.

Como funciona a bússola natural na prática?

De acordo com a pesquisadora Clivia Lisowski, da Universidade de Bonn, na Alemanha, o processo se ativa assim que a ave levanta voo.

Quando os pombos voam, as nanopartículas de ferro dentro do fígado se alinham perfeitamente com o campo magnético da Terra.

Esse alinhamento faz com que as células se tornem efetivamente “magnetizadas”, enviando estímulos ao corpo do animal.

Através dessa reação, os pombos conseguem “sentir” o norte e o sul global, criando um mapa mental invisível.

Para chegar a essa conclusão, a equipe de cientistas analisou detalhadamente os órgãos dos pombos que armazenam ferro, e o fígado apresentou uma resposta magnética muito mais intensa do que qualquer outro tecido.