Por onde anda o garoto da propaganda histórica que virou memória afetiva nacional

Comercial exibido em 1959 transformou um menino comum em um dos rostos mais famosos da publicidade brasileira

Imagem do antigo comercial que ainda desperta nostalgia nas redes sociais

Imagem do antigo comercial que ainda desperta nostalgia nas redes sociais | Reprodução/YouTube

Por onde anda o menino da propaganda dos cigarrinhos de chocolate da Pan é uma pergunta que ainda desperta curiosidade entre quem gosta de histórias da publicidade brasileira. O rosto simpático que marcou o comercial de 1959 era de Paulino Pompéia, ainda criança na época, e acabou se tornando um dos símbolos mais lembrados da televisão do século 20.

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Naquele período, os cigarrinhos de chocolate da Pan faziam enorme sucesso entre as crianças, vistos como uma brincadeira inocente de imitar os adultos. Com o passar dos anos, o produto virou um ícone da memória afetiva nacional, embora hoje seja analisado de forma crítica quando o assunto é ética na publicidade infantil.

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Quem foi o menino da propaganda da Pan

Paulino Pompéia não era ator quando foi escolhido para estrelar o comercial dos cigarrinhos de chocolate. Ele participou da campanha por indicação de familiares, e seu jeito espontâneo conquistou rapidamente os produtores da marca.

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A propaganda foi exibida em diversas regiões do Brasil e transformou Paulino em um rosto conhecido por um curto período. Mesmo com a fama repentina, ele não seguiu carreira artística e preferiu uma vida discreta longe da mídia.

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A origem dos cigarrinhos de chocolate da Pan

Os famosos cigarrinhos de chocolate surgiram inspirados em doces vendidos no exterior que imitavam objetos do universo adulto. No Brasil do pós-guerra, a ideia foi adaptada como uma brincadeira moderna que fazia parte da infância de muitas gerações.

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Com embalagens coloridas e venda fácil em padarias e mercearias, o produto se espalhou rapidamente pelo país. Durante décadas, fez parte do cotidiano das crianças até que campanhas contra o tabagismo começaram a questionar esse tipo de associação.

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O impacto cultural da propaganda dos cigarrinhos de chocolate

Para quem cresceu entre as décadas de 1950 e 1970, os cigarrinhos de chocolate da Pan são lembrados com carinho. Estavam presentes em festas, recreios escolares e brincadeiras de rua, tornando-se um símbolo de uma época.

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Atualmente, imagens do antigo comercial circulam nas redes sociais em conteúdos nostálgicos sobre o Brasil de outros tempos. A propaganda é frequentemente citada como exemplo de como a comunicação mudou ao longo das décadas.

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O que aconteceu com Paulino Pompéia

Paulino Pompéia faleceu em 30 de junho de 2021, aos 73 anos. Apesar da fama precoce, construiu sua vida longe dos holofotes e manteve sua participação na propaganda como um capítulo curioso de sua infância.

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Mesmo após sua morte, o menino da propaganda dos cigarrinhos de chocolate da Pan continua sendo lembrado como um marco da publicidade brasileira e da memória cultural do país.

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Como essa propaganda seria vista nos dias de hoje

Atualmente, regras do Conanda e o Código de Defesa do Consumidor, em vigor desde 1990, impõem limites rígidos à publicidade voltada para crianças. Anúncios que associem menores a comportamentos ligados ao tabagismo tendem a ser considerados abusivos.

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Por isso, uma campanha como a dos cigarrinhos de chocolate dificilmente seria aprovada nos padrões atuais, mostrando como a sociedade passou a valorizar mais a proteção da infância e a responsabilidade na comunicação comercial.