Por que tanta gente viu Jesus naquela nuvem? A ciência explica

O vídeo que emocionou as redes também ajuda a entender como as nuvens se formam e por que o cérebro enxerga rostos no céu

O episódio une emoção, fé, ciência atmosférica e um fenômeno psicológico que muita gente já viveu

O episódio une emoção, fé, ciência atmosférica e um fenômeno psicológico que muita gente já viveu | Reprodução/Instagram

Viralizou recentemente, nas redes sociais, um vídeo de uma influenciadora captando a imagem de uma nuvem semelhante à silhueta de Jesus Cristo. Renata, autora do registro, afirmou que a imagem é real e o caso gerou debates sobre como isso foi possível.

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A verdade é que o processo de formação dos formatos das nuvens é muito mais complexo do que parece. Embora muita gente pense que essas massas de ar surgem de forma aleatória, fatores como umidade, temperatura, movimentos dos ventos e até a psicologia influenciam tanto a maneira como elas se moldam quanto a forma como percebemos suas aparências.

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A aparição de Jesus nos céus

O caso da nuvem “abençoada” foi visto na cidade de Poconé, município localizado a cerca de 130 quilômetros de Cuiabá. Renata aproveitava um fim de semana em uma fazenda da região quando presenciou a cena curiosa.

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Surpresa com o momento, a influenciadora gravou a nuvem e compartilhou o vídeo em seus perfis. A publicação, com apenas 13 segundos, ultrapassou seis milhões de visualizações. “Glória a Deus! Olha isso”, disse Renata na gravação.

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Como as nuvens são formadas

Os formatos das nuvens estão longe de ser algo totalmente aleatório. Na prática, suas aparências dependem diretamente da maneira como o vapor de água sobe à atmosfera e se condensa.

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Quando o ar sobe lentamente, as nuvens tendem a assumir um formato mais plano e extenso, semelhante a camadas. Já quando essa subida ocorre de forma mais intensa, há formação de volumes mais arredondados e verticais.

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A circulação dos ventos também interfere na modelagem das nuvens. Correntes mais fortes em altitudes elevadas podem puxar e esticar essas formações, criando fios delicados, ondulações e recortes que chamam a atenção.

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Além disso, a altitude é outro fator importante. Nuvens formadas em regiões mais altas são compostas por cristais de gelo e costumam ter um aspecto mais fino e fibroso. Já as nuvens mais baixas contêm predominantemente gotículas de água e parecem mais densas.

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Texturas repetidas como esta ajudam a mostrar por que o cérebro procura padrões familiares mesmo em formas abstratas (Foto: Pexels)

A psicologia também ajuda a explicar o fenômeno

As explicações científicas sobre a formação das nuvens ajudam a entender por que elas assumem determinados formatos, mas não explicam sozinhas por que tantas pessoas enxergam figuras específicas nelas. Para isso, entra em cena outro fator importante: a psicologia.

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A pareidolia é um fenômeno psicológico e evolutivo em que o cérebro interpreta estímulos aleatórios, como luzes, sombras ou formas, e os organiza em padrões familiares, geralmente rostos ou figuras humanas.

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Esse mecanismo envolve uma área cerebral conhecida como giro fusiforme, ligada ao reconhecimento de rostos. Por causa disso, o cérebro pode identificar traços humanos antes mesmo de perceber que está olhando para uma superfície improvável, como uma nuvem.

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A pareidolia também pode ser influenciada por aquilo que está mais presente no subconsciente de cada pessoa. Em alguém muito religioso, por exemplo, é mais provável que a interpretação se aproxime de imagens de santos, anjos ou divindades.

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Ver o rosto de Jesus em uma torrada diz mais sobre como você está interpretando o mundo do que sobre algo que realmente está na torrada” explica a neurocientista, Sophie Scott, em entrevista ao Pleno News.