Não é nenhuma novidade que os cachorros são os melhores amigos dos seres humanos. A relação entre cães e homens é tão profunda que possibilita que eles revelem muitos traços de nossas personalidades, mesmo sem dizer uma palavra.
Estudos feitos por psicólogos comportamentais apontam que a forma pela qual pessoas interagem com cães desconhecidos pode ser um reflexo de suas percepções sociais.
Cachorros como espelhos sociais
O ato quase que inconsciente de acenar, se aproximar e acariciar um cachorro não conhecido demonstra, em muitos casos, que essas pessoas estão abertas a momentos de novas conexões. Pesquisas apontam que chegar-se a animais estranhos é um sinal de empatia e curiosidade social.
Seguindo esse raciocínio, pessoas “desenroladas” com os bichinhos costumam ser mais abertas a interagir com outros indivíduos desconhecidos em situações cotidianas, como puxar assunto em filas de espera ou pontos de ônibus.
Além disso, essa aproximação é algo que revela a confiança de alguém. Afinal, por mais que sejam adoráveis, nunca se sabe como os cachorros podem reagir a um primeiro contato. Eles podem ser receptivos, latir, rosnar ou até morder, o que torna essa situação sugestiva de como a pessoa lida e administra riscos.
A interação que vai além do animal
A aproximação a um cão também é um intermédio para estabelecer uma conexão com seu dono. Além de ser a atitude ideal, perguntar primeiro ao tutor se há algum problema em interagir com o seu pet, essa situação é uma brecha para puxar assunto com alguém.
Além disso, a forma como alguém interage com o cachorro desconhecido pode contar mais ao seu dono do que minutos de conversas triviais com o tutor.
Vale lembrar que nem sempre os cachorros estão totalmente abertos a carícias de estranhos. Então, caso eles recuem diante sua aproximação, é necessário respeitar seus limites.



