Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar Castilho teve a carreira marcada por estrondosos sucessos nos anos 1970 como “Você é Doida Demais” e “Vou Rifar Meu Coração”. Porém, ficou conhecido também por um crime hediondo: assassinar a ex-esposa. Veja a seguir a história do artista.
Sucessos
Lindomar nasceu na cidade Rio Verde, no interior de Goiás, em 21 de janeiro de 1940. Primeiro, começou a trabalhar na polícia como escrivão, anos depois, em 1962, lançou o seu primeiro disco: “Canções que Não se Esquecem”.
Conquistou um público cativo ao usar sua voz dramática para gravar boleros, sambas-canções e outros ritmos mais românticos. Seu último álbum antes de falecer aos 85 anos, em 2025, foi “Lindomar Castilho Ao Vivo”, lançado em 2000, no auge do forró e do brega no Brasil.
Assassinato da ex-esposa
Durante 1971 e 1981 o cantor foi casado com Eliane de Grammont. Conheceu a cantora (com quem teve uma filha, Liliane) nos corredores da gravadora RCA. Conhecido por ser um homem possessivo e ciumento, sua violência passou a piorar depois do alcoolismo.
O casal passou a ter uma vida conturbada até Eliane solicitar o desquite (termo que permitia a separação de corpos e bens, mas não a dissolução do vínculo matrimonial).
Lindomar estava no topo das paradas quando invadiu o bar Belle Époque, em São Paulo, onde a esposa se apresenta e deu cinco tiros enquanto ela ainda estava no palco.
De forma emblemática, Eliana interpretava a canção “João e Maria” de Chico Buarque e foi atingida enquanto cantava o trecho “agora era fatal, que o faz de conta terminasse assim”.
O motivo do crime? O ciúme que sentia Lindomar em relação ao seu primo e violinista Carlos Randall, que se apresentava com ela na noite paulistana. A cantora faleceu aos 26 anos era socorrida para o hospital.
Prisão, Carlos Randall e filha de Lindomar
A filha, Liliane, anunciou a morte do pai em um post no Instagram em dezembro de 2025:
“Ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”, escreveu.
Carlos Randall, que levou um tiro e sobreviveu, disse em 2022 ao podcast do jornalista Piunti que não se sentia apto para perdoar Lindomar. Depois do crime, o violinista se afastou do palco por conta do choque.
O “Rei do Bolero” foi preso em flagrante e condenado a 12 anos de prisão por homicídio, em 1984. Depois de cumprir a pena, se afastou do palco e passou a viver de forma discreta. Em 2021, durante entrevista para o g1 disse se arrepender “todos os dias”.
