Um fóssil muito bem conservado, descoberto no Canadá, permitiu que os cientistas confirmassem a identidade do maior escorpião de todos os tempos, que tinha mais de um metro de comprimento.
UM estudo publicado na prestigiada revista científica britânica Palaeontology analisou diversos espécimes e conseguiu classificar o animal no gênero Eramoscorpius. Esse grupo de escorpiões pré-históricos era pouquíssimo documentado até agora, tornando o achado um marco histórico.
O fóssil canadense, datado de 415 milhões de anos (durante o Período Silúrico), foi a peça-chave que faltava. O estado de preservação das estruturas corporais era tão perfeito que permitiu uma medição exata do seu tamanho assustador.
Predador imbatível
O Eramoscorpius não ganhou o título de rei do seu ecossistema por acaso. Suas características físicas o transformavam em uma máquina de caça perfeita para a sua época.
O corpo do animal ultrapassava facilmente a marca de 1 metro de comprimento total. Suas garras dianteiras mediam até 16 centímetros, tamanho suficiente para despedaçar suas presas com facilidade. Evidências científicas sugerem que ele conseguia se mover e caçar tanto em ambientes aquáticos quanto na terra firme.
Por que ele ficou tão grande?
A resposta para o gigantismo do Eramoscorpius está no cenário global daquela época. Naquele período da história do planeta, a vida complexa estava apenas começando a dar os seus primeiros passos fora da água e a colonizar os continentes.
De acordo com os pesquisadores da Palaeontology, os ancestrais dos répteis, mamíferos e aves ainda não haviam migrado para os ambientes terrestres. Isso significa que o escorpião gigante não tinha concorrentes à sua altura.
Sem grandes predadores para ameaçá-lo ou disputar território, esses artrópodes conseguiram evoluir para tamanhos incomuns. Eles ocuparam o topo absoluto da cadeia alimentar, alimentando-se desde pequenos seres até presas bem maiores.
