Sonda da NASA de 20 anos em Plutão acorda depois de 321 dias de hibernação a 9,5 bilhões de anos da Terra

Depois de quase um ano em hibernação, a sonda que já visitou Plutão retomou as operações e prepara novas observações no distante Cinturão de Kuiper

A mais de 9,5 bilhões de quilômetros da Terra, a New Horizons voltou à atividade e pode ajudar cientistas a entender melhor uma das regiões mais misteriosas do Sistema Solar (Foto: Divulgação/NASA)

A mais de 9,5 bilhões de quilômetros da Terra, a New Horizons voltou à atividade e pode ajudar cientistas a entender melhor uma das regiões mais misteriosas do Sistema Solar (Foto: Divulgação/NASA)

Mais de duas décadas depois de deixar a Terra, uma sonda da NASA acaba de retomar sua missão em uma das regiões mais distantes e pouco conhecidas do Sistema Solar. A New Horizons passou 321 dias em hibernação, mas não ficou exatamente parada durante esse período.

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Agora, a aproximadamente 9,5 bilhões de quilômetros do nosso planeta, a espaçonave está novamente em atividade e pronta para transmitir dados científicos acumulados durante sua passagem pelo Cinturão de Kuiper. E é justamente aí que pode estar a parte mais interessante dessa história.

A região abriga milhões de objetos congelados que são considerados restos da formação do Sistema Solar. Por isso, estudar esse ambiente distante pode ajudar os pesquisadores a compreender melhor como o sistema planetário evoluiu ao longo de bilhões de anos.

Viagem começou há mais de 20 anos

A New Horizons foi lançada em janeiro de 2006 e ficou conhecida mundialmente por realizar o primeiro sobrevoo de Plutão, em julho de 2015. Anos depois, em 2019, também passou por Arrokoth, o objeto do Cinturão de Kuiper mais distante já explorado de perto por uma espaçonave.

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Desde então, a missão continua avançando para os limites do Sistema Solar. Além de observar objetos distantes, a sonda realiza medições do ambiente espacial ao seu redor, incluindo partículas e poeira presentes em uma região ainda pouco conhecida pelos cientistas.

No dia 23 de junho de 2026, a equipe responsável confirmou que a espaçonave havia saído da hibernação conforme o planejado. O comando já estava armazenado no computador de bordo desde julho de 2025, permitindo que a operação fosse realizada mesmo a bilhões de quilômetros de distância.

Por que a sonda ficou tanto tempo adormecida

A hibernação é uma estratégia utilizada pela missão para economizar recursos durante períodos em que não são necessárias grandes manobras ou operações contínuas. Assim, a equipe reduz o consumo de energia e a carga de trabalho enquanto a espaçonave percorre sua trajetória.

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Isso, porém, não significa que a New Horizons tenha sido completamente desligada. Durante os 321 dias, instrumentos científicos continuaram fazendo medições e armazenando informações a bordo, enquanto a sonda enviava semanalmente sinais de status para indicar suas condições de funcionamento.

“Todos os relatórios de status durante esse período de silêncio foram ‘verdes’, o que significa que tudo estava bem a bordo da New Horizons semana após semana”, disse Alice Bowman, gerente de operações da missão, em entrevista ao portal da NASA.

O que a New Horizons pode descobrir agora

Com o retorno das operações, a equipe começará a receber dados sobre a saúde da espaçonave e, depois, informações coletadas pelos instrumentos científicos. Entre eles estão equipamentos que estudam o vento solar, partículas energéticas e a poeira presente no espaço.

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Além disso, os dados podem contribuir para uma questão que intriga os pesquisadores: qual é, afinal, o tamanho real do Cinturão de Kuiper? A NASA já destacou que observações da New Horizons encontraram sinais de poeira em regiões distantes, levantando a possibilidade de que essa faixa do Sistema Solar se estenda mais do que os modelos indicavam.

A resposta, no entanto, ainda depende das novas medições. Enquanto isso, a New Horizons continua sua jornada pelo espaço profundo, levando instrumentos criados na Terra para uma fronteira que permanece, em grande parte, desconhecida.