3 cidades que foram abandonadas e se tornaram quase vazias

A vegetação tomou conta dessas cidades que enfraqueceram economicamente

Algumas cidades receberam uma grande quantidade de migração por conta do diamante ou do ouro

Algumas cidades receberam uma grande quantidade de migração por conta do diamante ou do ouro | Jason Rost | Unsplash

As ‘cidades-fantasma’ são lugares cheios de ruínas e histórias esquecidas. Esses municípios perderam a sua população por conta da decadência econômica, disputa política e até dificuldade para manter o abastecimento de água.

Continua após a publicidade

Cococi

Essa cidade no Ceará era dominada pela família Feitosa, que contribuiu para o crescimento de Cococi. O município possuía hotel, cartório, praças e casas grandes para abrigar os familiares de coronéis. 

Continua após a publicidade

Porém, em 1979, Cococi perdeu o status de cidade e foi integrada ao município de Parambu. Os motivos conhecidos são a estiagem e um suposto desentendimento entre os Feitosa e o governo militar por causa de verbas destinadas à cidade. 

Continua após a publicidade

Do desgaste, sobrou apenas a igreja central, onde acontece um novenário todo o ano. Cerca de 300 pessoas por dia visitam a Igreja de Nossa Senhora. Fora isso, as ruínas são invadidas pela vegetação do semiárido nordestino. 

Continua após a publicidade

“A vegetação destruiu a câmara municipal e a prefeitura. O telhado da maior parte das casas já desabou e o moinho de vento não puxa mais água para os sete moradores que ainda habitam o local”, disse Maria Lobo, uma das moradoras de Cococi, Ceará, ao portal g1. 

Continua após a publicidade

Fordlândia 

Uma empresa de carros criou uma cidade, mas a produção fracassou e causou êxodo populacional. A montadora Ford decidiu produzir borrachas para os pneus na década de 1920 às margens do rio Tapajós, no Pará. 

Continua após a publicidade

Ao chegar no local, a empresa realizou o desmatamento da área e plantou inúmeras seringueiras (árvore que possibilita a extração da borracha), uma do lado da outra, o que foi um erro. Uma das árvores adquiriu um fungo que se espalhou rapidamente para as outras por conta da proximidade.

Continua após a publicidade

Outro problema foram as casas dos trabalhadores. Semelhante ao jeitinho de Hollywood, as construções eram quentes demais. Além disso, bebidas alcoólicas eram proibidas e até a comida americana foi imposta para os funcionários. 

Continua após a publicidade

Três mil pessoas trabalharam no início do projeto até os anos 1950, quando a cidade foi abandonada. Fordlândia virou um distrito do município de Aveiro, com população estimada em 1.500 habitantes. 

Continua após a publicidade

Igatu

A “Machu Picchu baiana” possui ruínas que lembram a cidade inca, no Peru. Elas remontam ao século XIX, quando o ciclo do diamante na Chapada Diamantina estava em alta. A fama passageira da região fez quase toda a população ir embora. 

Continua após a publicidade

Igatu passou a fazer parte do município de Andaraí e contava com cerca de 360 habitantes em 2010. “Muito diamante. E muita gente vindo de todos os lugares para aqui. Meu pai veio de Portugal”, contou Marcionilio Sergio Machado, aposentado, ao Globo Repórter em 2014.

Continua após a publicidade

As “cidades-fantasma” nascem por conta da relação com a economia. Conforme o dinheiro para de circular em uma cidade, as pessoas costumam fazer o êxodo para outros lugares.