Assimetria craniana: saiba o que é e como tratar e prevenir

Ela pode ser causada por vários fatores, incluindo a posição constante ao dormir ou restrições durante a gestação

A assimetria craniana ocorre quando há uma deformidade no formato da cabeça do bebê

A assimetria craniana ocorre quando há uma deformidade no formato da cabeça do bebê | Freepik

A assimetria craniana é um tema importante que pode ser causada por vários fatores, desde a posição ao dormir ou até caso o bebê fique muito tempo na mesma posição na barriga da mãe.

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Entenda abaixo mais sobre a condição, como tratar e prevenir que isso aconteça com o bebê.

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O que é a assimetria craniana?

A assimetria craniana ocorre quando há uma deformidade no formato da cabeça do bebê. Isso pode ser causado por vários fatores, incluindo a posição constante ao dormir ou restrições de mobilidade intrauterinas durante a gestação.

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Ficar muito tempo na mesma posição dentro da barriga da mamãe também pode acarretar neste desfecho, atrelado a alterações como torcicolo congênito ou restrições de mobilidade do corpinho do bebê após o nascimento.

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Segundo o fisioterapeuta Gustavo Mondoni, idealizador da Evolve Saúde e Desenvolvimento, essa alteração pode ser nos seguintes casos:

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  • Quando a cabeça do bebê é mais alargada lateralmente e curta no sentido ântero-posterior, a chamada braquicefalia;
  • Ser curta no sentido látero-lateral e longa no sentido ântero-posterior, a chamada escafocefalia ou dolicocefalia;
  • A assimetria na qual exista diferença nas diagonais oblíquas da cabecinha do bebê, em que o “achatamento” se dá em um dos dois lados, atrás da orelha, a chamada plagiocefalia.

“As assimetrias cranianas se originam da diferença de pressão interna do crânio, executado pelo encéfalo e líquidos existentes dentro da cabecinha do bebê, e a pressão externa, executada pela pelve da mamãe por exemplo, ou pelo local onde o bebê permanece com a cabeça apoiada”.

Segundo ele, como as estruturas internas são extremamente maleáveis, com posicionamento mantido, a cabeça do bebê acaba crescendo onde tem liberdade e menos pressão externa, ou seja, onde não está apoiada na superfície.

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Sendo assim, a cabecinha “não amassa”, ela apenas não cresce no local onde acaba tendo contato por maior quantidade de tempo.

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Gustavo Modoni também deu dicas de como escolher os melhores brinquedos para o desenvolvimento dos bebês.

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O que ela pode causar?

Segundo o fisioterapeuta, a assimetria craniana pode ocasionar atrasos motores, pela dificuldade de movimentar estruturas como coluna cervical, musculatura do pescoço, membros superiores ou por executar movimentos imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê.

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Podem gerar também alterações posturais, dificultar a amamentação, quando atrelado a torcicolos congênitos. 

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“Elas não melhoram sozinhas, pois a partir do momento em que ocorre a alteração na forma, modificam-se também vetores de força de músculos que se inserem na região do crânio, que fazem rotação e inclinação do pescoço. Isso faz com que o bebê continue ficando sempre na mesma posição que ocasionou a assimetria”, alertou Mondoni.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser com um dispositivo chamado craniômetro, que possibilita a mensuração de todas as diagonais e é realizado o cálculo para saber se as medidas encontram-se dentro dos parâmetros de normalidade.

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O padrão ouro de mensuração é com o escaneamento 3D da cabecinha do bebê, e as mensurações são realizadas através de software especializado para calcular essas proporções.

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As assimetrias podem ser classificadas entre:

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  • Normal;
  • Média;
  • Moderada;
  • Severa;
  • Muito severa.

Tratamento 

O especialista ressaltou que o tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível, antes dos quatro meses de vida, preferencialmente.

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Segundo ele, isso se deve ao fato do crânio do bebê crescer em uma velocidade muito elevada até os seis meses, após essa idade, as primeiras fontanelas começam a se fechar, e a velocidade de crescimento da cabecinha diminui muito, o que dificulta a evolução do tratamento.

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O padrão ouro de tratamento descrito na literatura compõe:

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  • Osteopatia através da terapia manual e;
  • Fisioterapia especializada, caracterizados como tratamento conservador.

“Quando o bebê não tem resultado no tratamento conservador, ou já inicia o tratamento com uma idade mais avançada, a prótese craniana (capacetinho), pode ser uma opção”.

Segundo Mondoni, quando necessária a utilização da órtese craniana, a mesma deve ser indicada por médico especializado (neurocirurgião na maioria dos casos), e a família deve estar de acordo.

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“Nesse último caso de tratamento, o ideal é continuar tratamento com fisioterapia e osteopatia junto com o capacete”, finalizou o Gustavo Mondoni.

Em outra oportunidade, o especialista também já deixou dicas médicas de como amenizar as dores causadas pelo frio.

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Prevenção

De acordo com o especialista, as principais dicas de prevenção são:

  • Perceber se o bebê tem rotação e inclinação simétrica de cervical, e iniciar tratamento de torcicolo mais rapidamente possível, quando ele se faz presente;
  • Mudar posição nas sonecas assistida, podendo colocá-lo de bruços, e de lado;
  • O principal estímulo motor nos primeiros meses é o famoso tummy time (colocar bebê de bruços), pois ajuda na normalização de tônus muscular de cervical;
  • Estimular a parte motora com estímulos respectivos à idade também são essenciais para prevenção das assimetrias cranianas.