Cachorro orelha: o que fazer se você presenciar um caso parecido?

Saiba como agir ao ver maus-tratos a animais: quando ligar 190, como denunciar no 181 e qual lei ampara a denúncia, com passos simples para registrar e proteger o bicho com segurança

Viu alguém maltratando um animal? Entenda qual lei se aplica, quando é caso de polícia, como reunir informações sem se expor e quais canais usar para denunciar e ajudar no resgate.

Viu alguém maltratando um animal? Entenda qual lei se aplica, quando é caso de polícia, como reunir informações sem se expor e quais canais usar para denunciar e ajudar no resgate. | Pexels

Viu alguém maltratando um animal e ficou sem saber por onde começar? Este guia mostra como agir com segurança, quando ligar para a polícia e qual lei ampara a denúncia, com passos simples e práticos.

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Esse tipo de orientação tem ganhado importância, sobretudo após a morte do cachorro de nome Orelha, supostamente por um grupo de jovens.

Maus-tratos a animais é crime no Brasil. Em casos de cão e gato, a punição pode ser mais alta. Saber o que observar, como registrar informações e para quem acionar ajuda a proteger o animal e evitar que a situação se repita.

O objetivo é orientar sem improviso: o que fazer na hora, como denunciar depois e quais detalhes tornam a apuração mais rápida. As orientações valem para situações em rua, condomínio, comércio, casa vizinha e áreas comuns.

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O que diz a lei sobre maus-tratos

No Brasil, maus-tratos a animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Ela trata de abuso, ferimentos, mutilações e outras condutas que causem sofrimento, além de punições e multa.

Quando a vítima é cão ou gato, a lei ficou mais rígida com a Lei 14.064/2020, conhecida como “Lei Sansão”. Nesse recorte, a pena pode chegar a reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda.

Na prática, o que conta não é “gostar de bicho” ou “não gostar”, e sim a conduta: bater, envenenar, manter sem água, deixar preso sem abrigo, abandonar doente ou ferido e impedir atendimento podem configurar maus-tratos.

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Estudos sobre psicologia tentam explicar esse tipo de violência cometida, muitas vezes, por adolescentes.

Primeiro passo: proteja você e o animal

Se houver risco imediato ao animal ou à sua segurança, priorize o básico: não confronte a pessoa, não entre em propriedade alheia e mantenha distância. Briga no local pode piorar a situação e atrapalhar o resgate.

Se o cenário for de urgência, como agressão em andamento, envenenamento, animal preso em calor extremo ou ferido na rua, trate como emergência. Nesses casos, acione a polícia para interromper a violência.

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Se der para agir sem se expor, observe pontos simples: endereço completo, horário, descrição do agressor, características do animal e se há testemunhas. Esses dados ajudam a equipe a chegar rápido e a registrar corretamente.

É para ligar para a polícia? Quando e para qual número

Em São Paulo, orientações oficiais indicam ligar 190 em situações de flagrante ou urgência envolvendo maus-tratos e abandono. A lógica é a mesma de outras emergências: quando o risco é agora, o chamado precisa ser imediato.

Quando não há urgência, mas a situação é recorrente, você pode denunciar pelo Disque Denúncia 181 e também pela plataforma de Web Denúncia do Estado, que recebe informações e permite relatar o histórico de forma organizada.

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Há ainda a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), um canal online do Estado para denúncias de crimes contra animais. Ela pode ser útil quando você tem detalhes, evidências e precisa formalizar a informação sem ir a uma delegacia.

O que anotar e como registrar sem “virar investigador”

Você não precisa se colocar em risco para ajudar. Em geral, informações objetivas já fazem diferença. Se estiver em local público, é possível registrar fotos ou vídeos do que aparece à vista, sem invadir áreas privadas.

Evite editar imagens ou “montar” narrativa. Registre como está. Se a agressão ocorrer em condomínio, converse com síndico e peça para preservar imagens de câmeras. Se houver testemunhas, anote nomes e contato, se aceitarem.

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Se o animal estiver ferido e você conseguir ajudar sem conflito, procure atendimento. Em São Paulo, existe rede de hospital veterinário público em SP, com orientações sobre acesso, documentos e triagem.

Checklist rápido para a denúncia ficar completa

Antes de denunciar, organize um “pacote” de informações. Isso acelera o atendimento e evita idas e vindas. Se você estiver nervoso, respire e siga uma ordem: local, o que aconteceu, quem fez, quando e como.

  • Endereço completo e ponto de referência
  • Data, horário e se a situação é recorrente
  • Descrição do agressor e de possíveis veículos
  • Tipo de animal, cor, porte e sinais de ferimentos
  • Fotos, vídeos e nomes de testemunhas, se houver

Se a situação envolver abandono, lembre que deixar o animal sem responsável também pode gerar punições. Em municípios do litoral, por exemplo, há regras e multas específicas para casos de negligência com cães e gatos.

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Um exemplo recente é a orientação de serviço em Santos multa tutor que deixa cão ou gato sozinho, que reforça como o poder público trata o tema e quais canais costuma indicar para denúncia e fiscalização local.

Depois da denúncia: o que pode acontecer

Quando o caso é registrado, a apuração pode envolver polícia, órgãos ambientais e autoridades locais, dependendo do cenário. Em flagrante, a ação tende a ser mais rápida. Em situações recorrentes, o histórico da denúncia ajuda a construir prova.

Se o animal foi resgatado, pode ser encaminhado para atendimento, abrigo temporário ou ONG parceira, a depender da cidade e da estrutura disponível. Nem sempre a resposta é imediata, mas insistir com dados e clareza aumenta a chance de retorno.

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Se você tiver contato com protetores, indique caminhos responsáveis, como adoção responsável e cuidados básicos. Isso ajuda no pós-resgate e reduz risco de reincidência por falta de rede de apoio.

O que evitar para não atrapalhar a apuração

Evite expor suspeitos nas redes com acusações sem prova. Isso pode gerar conflito, ameaças e até atrapalhar a coleta formal de informações. Prefira registrar a denúncia pelos canais adequados e guardar evidências originais.

Evite “resolver sozinho” com confronto. A prioridade é interromper o sofrimento do animal e garantir que a ocorrência siga um caminho que possa resultar em responsabilização. Se você se expõe, o agressor pode fugir e o animal pode ficar ainda mais vulnerável.

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Se a situação acontecer durante passeios ou deslocamentos, planeje rotas e transporte seguro para o animal resgatado. Dicas de logística aparecem em conteúdos como viajando com cães e gatos, que ajudam quando o resgate exige deslocamento.

Resumo prático: o que fazer em 1 minuto

Se for flagrante ou urgência, ligue 190 e informe endereço e o que está acontecendo. Se não for urgente, denuncie no 181 ou pelo Web Denúncia e registre o máximo de detalhes. Se tiver evidências, organize e guarde os arquivos originais.

Maus-tratos não é “briga de vizinho” nem “assunto menor”. É crime e tem lei específica. Agir com calma, informação e segurança aumenta a chance de salvar o animal e de responsabilizar quem causou o sofrimento.