Pets: como escolher a espécie perfeita para famílias com crianças

A convivência entre pets e crianças pode trazer inúmeros benefícios; assim, a escolha do pet deve ser feita com muito carinho

A convivência entre crianças e pets costuma impactar positivamente o desenvolvimento emocional e cognitivo dos pequenos

A convivência entre crianças e pets costuma impactar positivamente o desenvolvimento emocional e cognitivo dos pequenos | Freepik

Companhia, afeto, brincadeiras, estímulos. Estes são alguns dos benefícios resultantes da convivência entre crianças e pets. Porém, para colher resultados positivos, é preciso que a escolha do animal seja feita com cuidado e carinho.

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Cães e gatos são os pets mais populares nos lares brasileiros, mas não são os únicos. Segundo pesquisa recente da Petlove, em parceria com a Quaest, aves, peixes e roedores também são espécies bastante consideradas pelas famílias.

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O melhor pet para crianças

De acordo com a veterinária Caroline Muniz Cunha Rodrigues, professora do curso de Medicina Veterinária da Unisuam, para escolher a espécie ideal é preciso considerar alguns fatores, como a rotina da família e a energia do animal.

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“Se a família passa muitas horas do dia fora de casa, um animal que exija menos interação pode ser mais adequado. A energia do pet também é um ponto importante, já que algumas espécies e raças demandam mais atenção e exercícios”, diz Caroline em entrevista à Gazeta.

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Outro fator essencial, completa a professora, é a estabilidade financeira, já que ter um pet envolve custos com alimentação, cuidados veterinários e manutenção do ambiente.

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O psicólogo Caique dos Santos Sousa, professor e coordenador do curso de Psicologia da Estácio, acredita que observar a idade da criança e as necessidades específicas também merece atenção na hora de escolher um pet.

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“Para crianças de 4 a 5 anos, os cães costumam ser boas companhias, visto que são mais interativos, ainda que demandem cuidados em relação à atenção, brincar, passear, como também a adaptação ao ambiente da família”, diz o professor em entrevista à Gazeta.

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Os gatos também podem ser bons companheiros para crianças desta faixa etária. “São animais mais independentes e oferecem afeto, mas buscam espaços mais reservados, o que tende a ensinar a criança sobre o respeito ao espaço do outro”, observa Caique.

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Já animais menores, como os hamsters, embora vivam em ambientes controlados, convivem melhor com crianças a partir de 6 anos, que possuem maiores habilidades motoras e de consciência para um contato físico com um animal mais frágil.

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Independentemente do pet escolhido, vale lembrar que a responsabilidade sobre o animal é dos adultos. “A criança precisa ter o acompanhamento e orientação dos pais”, ressalta o psicólogo.

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As raças de cães e gatos mais indicadas para crianças

Quando se trata de cães e gatos, muitos pais se preocupam com a raça do animal. Porém, Caroline lembra que “a melhor raça é a que se adapta à rotina da criança e da família”.

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“Se a criança é mais ativa e gosta de brincar, raças com alta energia, como border collie, jack russel terrier ou labrador, podem ser boas opções. Já famílias mais tranquilas podem preferir raças de comportamento mais calmo, como o buldogue inglês ou o shih tzu”, comenta a veterinária, que chama atenção ainda para os sem raça definida.

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“É importante não esquecer dos adoráveis sem raça definida, que também podem ser ótimos companheiros para crianças e normalmente encontramos eles em ONGs, aguardando ansiosamente a adoção.”

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Sobre os gatos, Caroline explica que o mais importante é o temperamento individual do animal. Ainda assim, famílias mais tranquilas podem se dar bem com raças como o persa, ou ragdoll.

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Os benefícios da interação entre crianças e pets

De modo geral, salvo quando há problemas de saúde, a convivência entre crianças e pets costuma impactar positivamente o desenvolvimento emocional e cognitivo dos pequenos.

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“É importante observar o quanto a criança pode se desenvolver em tarefas de cuidar do animal, com alimentação, levar para passear, ir ao veterinário, recolher os brinquedos do pet. São experiências que tendem a incentivar disciplina, compromisso e autonomia, mesmo que de forma gradativa”, explica Caique. 

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O professor adiciona que os pets também são facilitadores na introdução de crianças ao meio social, assim como a família e a escola.

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“Podemos perceber habilidades como a imaginação na interpretação de sinais não verbais do comportamento do pet, estimulando na criança noções de sensibilidade, cognição social e sororidade emocional”, diz o psicólogo, que ressalta: pet não é brinquedo.

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“É preciso ficar claro que ao tomar a decisão de trazer um pet para o convívio familiar, especialmente das crianças, não é o mesmo que oferecer um brinquedo ou apenas uma experiência que estimule o desenvolvimento dos pequenos”, adverte Caique.

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“Convier com pet é um compromisso com uma vida, uma responsabilidade de médio a longo prazo, a depender do tempo de vida de diferentes espécies de animais”, finaliza.