A rotina alimentar de cães e gatos influencia diretamente a saúde ao longo dos anos. Mesmo assim, alguns hábitos comuns entre tutores podem gerar problemas silenciosos que aparecem apenas com o passar do tempo.
Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da marca de rações feitas com produtos naturais Pet Delícia, é importante observar toda a dinâmica da alimentação. Isso inclui quantidade, frequência e o tipo de alimento oferecido.
“Alimentar um pet não é apenas abastecer um pote de comida. É oferecer o que o organismo dele realmente precisa, no momento certo e com a frequência adequada”, explica.
A seguir, confira os cinco erros mais comuns na alimentação do pet apontados pela médica.
1. Excesso de comida
Um dos erros mais frequentes envolve a quantidade de alimento servida. Quando o animal recebe mais comida do que precisa, o corpo começa a acumular gordura gradualmente.
O ganho de peso pode afetar articulações, músculos e o metabolismo. Com o tempo, surgem dificuldades demobilidade e menor disposição para atividades físicas.
Pets acima do peso também tendem a ficar mais sedentários. Essa mudança no comportamento pode reduzir o interesse por brincadeiras e passeios.
Mesmo alimentos considerados saudáveis podem causar esse problema quando consumidos em excesso. Por isso, a especialista recomenda dividir a alimentação em duas ou três refeições ao longo do dia.
2. Oferecer restos de comida humana
Outro costume comum envolve compartilhar alimentos da mesa com os animais. Embora pareça um gesto de carinho, essa prática pode prejudicar a saúde dos pets.
Preparações humanas costumam incluir sal, temperos e gorduras. Ingredientes como cebola e alho, presentes em muitas receitas, não são adequados para cães e gatos.
O consumo frequente desses alimentos pode provocar problemas digestivos. Em situações mais graves, também aumenta o risco de doenças.
Além disso, o animal pode passar a rejeitar a ração. Com o tempo, ele aprende a pedir comida sempre que percebe alguém se alimentando.
3. Irregularidade no horário das refeições
A organização dos horários também interfere na forma como o pet se alimenta.
Animais que não têm rotina definida podem desenvolver ansiedade antes e durante as refeições.
Quando não sabem quando receberão comida, alguns pets comem rápido demais. Esse comportamento pode causar desconfortos digestivos e dificultar a percepção de saciedade.
Outro hábito comum é deixar ração disponível o dia inteiro. “Isso dificulta a percepção de saciedade e favorece o ganho de peso”, afirma Yeda.
4. Oferecer muitos petiscos
Petiscos são usados com frequência como recompensa ou demonstração de afeto. Porém, quando aparecem em excesso, acabam aumentando a ingestão calórica diária.
Segundo a especialista, eles devem funcionar apenas como complemento da alimentação principal. O ideal é oferecer pequenas quantidades em momentos bem esparsos.
Também vale ficar muito atento aos “petiscos” potencialmente fatais para os animais, como chocolate e chiclete.
Frutas aparentemente inocentes, as uvas também são um dos nove alimentos proibidos para cachorros, por causa das suas sementes que podem gerar engasgos.
5. Não manter o animal hidratado
A hidratação também influencia o bem-estar dos animais. Pets que bebem pouca água podem desenvolver problemas urinários e renais.
Para estimular o consumo, uma alternativa é incluir alimentos úmidos na dieta. Essa estratégia ajuda a aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia.
Para Yeda Markowitsch, mudanças simples podem trazer benefícios importantes.
“Ao manter uma alimentação equilibrada, com horários definidos e escolhas adequadas, o corpo responde melhor e o risco de doenças ao longo do tempo diminui”, afirma a médica-veterinária.
“Isso se reflete em mais disposição, menos problemas de saúde e melhor qualidade de vida”, finaliza.


