Descubra por que a falta de vitamina D somada à gordura na barriga aumenta em 123% o risco de morte em adultos

Pesquisadores identificam ciclo vicioso onde o excesso de peso 'sequestra' a vitamina D no sangue, enfraquecendo a imunidade após os 50 anos.

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Eliminar especificamente gordura ao redor do fígado pode ser a chave para o tratamento de distúrbios metabólicos que também acometem pessoas com obesidade/Foto: Divulgação/Unsplash

Um estudo internacional acendeu um alerta grave para a saúde de adultos com mais de 50 anos. Pesquisadores identificaram que a presença simultânea de obesidade abdominal e deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de morte em 123%.

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A investigação acompanhou 5.520 pessoas por seis anos e revelou que, embora cada fator traga perigos isolados, a combinação das duas condições cria uma tempestade perfeita para o organismo.

O perigo oculto da combinação entre gordura localizada e deficiência hormonal

A pesquisa, conduzida pela UFSCar em parceria com a University College London, apontou que a falta do nutriente isolada eleva a mortalidade em 81%, enquanto apenas a gordura abdominal aumenta o risco em 47%. No entanto, o problema principal ocorre quando ambas as condições surgem ao mesmo tempo.

A gordura localizada no abdômen promove um estado constante de inflamação metabólica, reduzindo a capacidade do corpo de processar substâncias vitais. A falta de acompanhamento adequado pode acelerar o surgimento de doenças cardiovasculares e perda muscular.

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O que muda na prática para quem tem mais de 50 anos?

O estudo revelou que o tecido adiposo age “sequestrando” o hormônio. As células de gordura retêm a vitamina D, impedindo que ela circule livremente na corrente sanguínea para exercer suas funções vitais nos órgãos.

  • Trava metabólica: O excesso de gordura reduz a expressão das enzimas que ativam o nutriente.
  • Queda na imunidade: A falta do hormônio circulante desregula as defesas do organismo.
  • Aceleração do envelhecimento: A associação agrava o inflammaging, processo de inflamação crônica do envelhecimento.
  • Efeito em cascata: Baixos níveis do hormônio também estão associados à perda de força física e ao declínio cognitivo.

Ações preventivas para quebrar o ciclo vicioso

Diante das descobertas, especialistas destacam a necessidade de monitorar os níveis sanguíneos de vitamina D em exames de rotina. A identificação precoce permite realizar intervenções nutricionais e de reposição de forma segura.

Aliado ao controle hormonal, a prática regular de exercícios e o combate ao excesso de gordura na região da cintura são apontados como os passos essenciais para garantir a longevidade e evitar mortes prematuras.