Entrar com o pé direito: entenda a origem, significado e a crença por trás da superstição

Descubra a história e o simbolismo dessa expressão popular, que remonta à Roma Antiga e carrega significados de sorte e proteção

Entenda o significado de entrar com o pé direito e como surgiu esta prática

Entenda o significado de entrar com o pé direito e como surgiu esta prática | Freepik

A expressão “entrar com o pé direito” é amplamente utilizada para simbolizar um bom começo, seja em projetos, eventos ou na vida cotidiana. 

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Para muitos, ela é apenas uma frase de efeito. Porém, para os mais supersticiosos, representa um verdadeiro ritual carregado de história e significado.

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Nesta matéria, a Gazeta vai te contar sobre a origem desta expressão que surgiu desde a antiguidade. Confira.

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Como surgiu a expressão “entrar com o pé direito”

A origem dessa superstição remonta à Roma Antiga, onde os romanos, conhecidos por suas crenças e práticas místicas, tinham uma relação simbólica muito forte com os lados do corpo. 

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O lado direito era associado ao bem e à sorte, enquanto o esquerdo era frequentemente relacionado ao mal ou à má sorte.

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Os augúrios romanos – práticas de observação de aves para consultar os deuses – reforçavam essa separação. Se as aves voassem para a esquerda, era considerado um mau sinal. 

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Essa visão de mundo influenciou até mesmo o cristianismo, onde o lado direito é frequentemente associado aos eleitos de Deus, como mencionado em passagens bíblicas.

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Além disso, em eventos e celebrações, os anfitriões romanos costumavam pedir que os convidados entrassem com o pé direito na casa. Esse gesto era visto como um ritual para atrair boas energias e garantir que tudo transcorresse bem durante a festividade.

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Outros exemplos parecidos que existem no dia a dia

Curiosamente, essa simbologia persiste em nosso cotidiano. Expressões como “braço direito” ainda representam confiança e positividade, enquanto termos como “canhoto” e “esquerdo” carregam conotações negativas em alguns contextos.

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O que esses exemplos mostram é que, embora muitos de nossos hábitos e crenças pareçam desconectados do passado, eles frequentemente têm raízes profundas em culturas antigas. 

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Talvez, ao observarmos essa conexão, possamos reconsiderar o papel da história em nossa compreensão do mundo e, quem sabe, adotarmos o hábito de estudá-la com o mesmo cuidado com que entramos em um novo ciclo – sempre com o pé direito.