A celulite e o lipedema têm em comum o acúmulo de gorduras sob a pele. Porém, um é considerado uma doença e outro não. Saiba como diferenciá-los.
O que é celulite?
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a celulite nada mais é que o acúmulo de gordura em baixo da pele. Ela não é considerada uma doença e pode aparecer em áreas como: quadris, coxas, nádegas, mamas, parte inferior do abdômen, braços, nuca.
Existem vários graus de celulite e, principalmente nos casos mais leves, ela é indolor.
O que é o lipedema?
Já o lipedema é uma doença cardiovascular crônica de origem hormonal, conforme a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Nele, há o acúmulo de gordura e inchaço nos braços e pernas, com exceção das mãos e pés.
Os principais sintomas da doença são: dor, sensibilidade ao toque, surgimento de hematomas, ‘peso’ nos membros e até queda de cabelo. Em alguns casos, o lipedema pode desencadear a celulite e causar inflamações e fibrose.
Quais são as diferenças entre lipedema e celulite?
Uma das diferenças é: o lipedema é uma doença e a celulite não. Esteticamente, existem procedimentos que diminuem ou até fazem as celulites desaparecerem. A maioria deles envolve mudança de hábitos e de estilo de vida.
Outra distinção é a distribuição da gordura acumulada pelos membros. A celulite pode se espalhar pelos braços e pernas de uma maneira esporádica e desigual.
Já no lipedema, conforme a Associação Brasileira de Lipedema, a distribuição de gordura acontece de forma simétrica pelos membros e não atinge as mãos e pés.
Como diagnosticar o lipedema?
O diagnóstico clínico do lipedema pode ser feito por angiologistas, dermatologistas e endocrinologistas. Segundo a associação, o ponto de entrada ideal do paciente é com o cirurgião vascular ou angiologista.
Isso porque esses especialistas conseguem diferenciar com mais precisão outras doenças que se parecem com o lipedema e têm ferramentas de investigação como o eco Doppler venoso e linfocintilografia, quando indicada. Além disso, os tratamentos voltados aos estágios mais avançados da doença, normalmente, só podem ser realizados por cirurgiões vasculares ou plásticos com treinamento em lipedema.
Porém, o tratamento ideal da doença é feito com uma equipe multidisciplinar que pode envolver: cirurgiões plásticos, dermatologistas, fisioterapeutas com treinamento em linfologia, nutricionistas, ginecologistas, entre outros profissionais.



