A mansão abandonada de Xuxa Meneghel, conhecida popularmente como Casa Rosa, ainda desperta curiosidade, nostalgia e até certo espanto em quem passa por Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Durante anos, a propriedade foi sinônimo de sucesso, glamour e privacidade, refletindo o auge da carreira da apresentadora que marcou gerações.
Imagens recentes captadas por drone revelam um cenário bem diferente do que o público se acostumou a ver no passado. Segundo matéria da CNN Brasil, a pintura rosada está desgastada, a piscina encontra-se vazia e há sinais evidentes de abandono.
O contraste entre o presente e os tempos de luxo chama atenção e reforça a sensação de que o imóvel ficou preso no tempo.
Por mais de 15 anos, a casa foi o lar de Xuxa e de sua filha, Sasha. Ali aconteceram encontros familiares, festas grandiosas e momentos que ficaram na memória dos fãs. Em 2010, a mansão foi vendida por cerca de R$ 8 milhões ao empresário Jorge Pereira.
Desde então, nunca mais voltou a ter o mesmo brilho, tornando-se um símbolo silencioso de decadência em uma área nobre da cidade.
Origens da Casa Rosa
O apelido Casa Rosa surgiu naturalmente, graças à fachada pintada em um tom rosado marcante, que acabou transformando o local em ponto de referência para admiradores da apresentadora nos anos 1990 e 2000.
A residência foi planejada como um refúgio particular em meio ao auge da carreira de Xuxa, quando sua imagem dominava a televisão brasileira.
O terreno, com mais de 72 mil metros quadrados, garantia isolamento e tranquilidade.
A vegetação densa foi pensada para preservar a privacidade da família, criando um ambiente afastado do ritmo acelerado da cidade e dos olhares constantes da mídia.
Luxo nos Anos de Ocupação
Durante o período em que esteve habitada, a mansão impressionava pela estrutura. A casa principal tinha cinco suítes amplas, cinema privativo, estúdio fotográfico e sala de jogos. Tudo era pensado para unir conforto, lazer e trabalho em um único espaço.
Além disso, áreas anexas contavam com sauna, jacuzzi e uma segunda piscina, acessíveis por carrinho de golfe. O estúdio, em especial, foi usado em produções pessoais da apresentadora.
Na época, reportagens comparavam o imóvel a mansões de celebridades internacionais, destacando seu padrão elevado.
O Abandono e o Passar do Tempo
Hoje, a realidade é outra. Imagens aéreas revelam paredes desgastadas, jardins tomados pelo mato e brinquedos infantis deixados para trás.
A piscina principal, antes palco de festas, está vazia e sem manutenção, reforçando o clima de descuido.
Apesar de tentativas de venda, o alto custo de reforma e o tamanho do terreno afastam possíveis compradores. O rosa desbotado da fachada contrasta com o passado luxuoso e provoca impacto em quem ainda se lembra das visitas guiadas e da intensa cobertura da mídia.
Memória, Afeto e Um Retorno Emocional
Um dos episódios mais marcantes da história da Casa Rosa foi o primeiro aniversário de Sasha, em 1999, quando mais de mil pessoas se reuniram nos portões da propriedade.
Momentos como esse ajudaram a consolidar o imóvel como parte da memória afetiva do público.
Em 2023, Xuxa voltou ao local para gravar a série “Xuxa, O Documentário”, exibida no Globoplay. Ao revisitar a mansão, lamentou a retirada das plantas que tanto valorizava.
A visita reacendeu discussões sobre o futuro da propriedade, que permanece como um enigma arquitetônico e emocional no Rio de Janeiro.



