Estamos sozinhos no universo? Essa pergunta segue sem resposta mesmo com as tecnologias modernas. Ainda assim, cientistas trabalham com pistas e hipóteses, e uma das mais estudadas envolve o exoplaneta Kepler-22b.
O planeta foi descoberto pelo telescópio Kepler, conhecido como o “caçador de planetas”, criado para identificar astros fora do Sistema Solar com características semelhantes às da Terra. Desde então, o Kepler-22b se tornou um dos principais candidatos na busca por vida extraterrestre.
A vida alienígena é possível?
Para avaliar se um planeta pode abrigar vida, os cientistas analisam condições semelhantes às encontradas na Terra. O critério mais importante é a chamada zona habitável, região onde a temperatura permite a existência de água líquida.
Kepler-22b orbita uma estrela semelhante ao Sol e está localizado exatamente nessa faixa, o que aumenta o interesse científico sobre o astro. A presença de água líquida é considerada essencial para a vida como a conhecemos.
Comparação entre a zona habitável da Terra e de Kepler 22b (Foto: NASA/Ames/JPL-Caltech / Wikimedia Commons)A barreira entre dois mundos
Apesar do otimismo, mesmo no caso de existir vida ou sociedades complexas neste planeta, existe um fator que impediria o contato dos terráqueos com essas formas de vida: a distância.
Apesar do potencial, a distância é um obstáculo decisivo. O sistema Kepler-22 está a cerca de 635 a 650 anos-luz da Terra. Mesmo viajando à velocidade da luz, algo impossível para corpos materiais, seriam necessários séculos para chegar até lá.
Para comparação, a sonda Voyager, o objeto humano mais distante já lançado ao espaço, percorreu apenas uma fração mínima dessa distância. Uma nave convencional levaria milhões de anos para alcançar o planeta.
A sonda Voyager está a cerca de 0,0026 anos-luz, arredondando 22,8 horas-luz (Foto: NASA/JPL / Wikimedia Commons)Pluribus
Apesar de impossível na realidade, a série Pluribus do criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, se baseia dessa premissa: E se existisse uma civilização em Kepler 22b e eles entrassem em contato?
Dentro do universo da série, cientistas recebem sinais de rádio diretamente do exoplaneta. Elas carregam uma fórmula de RNA misteriosa que vai guiar os acontecimentos da série.
Mas é possível se comunicar com Kepler? Com as ressalvas cabíveis, é possível. Apesar de impossível para a matéria, as ondas de rádio são capazes de viajar na velocidade da luz.
O único problema seria a demora, mesmo na velocidade da luz, uma mensagem enviada através de ondas de rádio levaria mais de 600 anos para chegar a Kepler. Porém, ainda é menos do que os milhões de anos para enviar um foguete.




