Jornalista experimenta usar Chatgpt como terapeuta e se choca com resposta

Maioria das pessoas preferem terapeutas reais, mas também preferem respostas de IA

Inteligências Arificiais tomam o lugar de interações humanas.

Inteligências Arificiais tomam o lugar de interações humanas. | Imagem: PxHere

Enquanto empregos mais mecânicos são facilmente substituíveis pela inteligência artificial, algumas pessoas também já experimentam utilizar as IAs para outras funções, como a de psicólogo. Uma mulher decidiu utilizar o ChatGPT como terapeuta e se chocou com a resposta.

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Com suas interações humanizadas, treinadas com incontáveis interações humanas na internet, ferramentas como o ChatGPT e o DeepSeek passam a impressão de serem mais do que realmente são: super computadores localizados em países distantes realizando cálculos.

O que faz alguém utilizar a máquina fria como terapeuta? E por que a resposta do chat surpreendeu tanto a mulher? Entenda agora:

Respostas equilibradas

Um estudo realizado por pesquisadores de Melbourne, Austrália, mostrou que a maioria das pessoas prefere receber conselhos de outros seres humanos.

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Mas quando os voluntários receberam conselhos sobre dilemas sociais tanto de IAs quanto de colunistas profissionais, as respostas da IA pareciam mais equilibradas, completas, empáticas e úteis.

O estudo argumenta que o motivo é que os chats são programados para priorizar agradar ao máximo o usuário. Um usuário insatisfeito com o conselho e exposto ao contraditório não usaria mais o chat.

Julia Baird, jornalista, é uma pessoa bastante crítica ao uso das IAs, mas decidiu pedir um conselho sobre um aspecto profundo da sua vida depois de receber cartas de leitores que utilizam o ChatGPT como amigo, confidente e até terapeuta.

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“Quando eu li, senti arrepios”, conta a jornalista. “Eu sabia que a inteligência artificial tomaria nossos empregos, mas não esperava que ela tomaria nossos corações. O meu coração, os dos meus filhos”.

Quais são os motivos

Dimitry, entrevistada por Julia Baird, afirma que utiliza o ChatGPT como confidente porque não possui tempo e dinheiro para passar por um processo terapêutico profissional. “O que eu mais amo [no chat] é a acessibilidade”.

“Eu priorizo a saúde mental dos meus filhos, o que significa que meu próprio apoio precisa ser… Bem, gratuito e disponível às 23h47, quando eu sinto coisas enquanto como torradas debruçada na pia.”

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Para o diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, as pessoas são levadas a enxergar inteligências artificiais como um amigo sob demanda porque são solitárias, com pouca interação social humana no dia a dia.

“Muitos estadunidenses afirmam ter apenas três amigos”, conta o magnata, “mas eles gostariam de ter muito mais. As pessoas se sentem mais sozinhas do que gostariam na maior parte do tempo”.

Como terapeuta ou confidente, algoritmos como o ChatGPT parecem apenas suprir uma necessidade. Seja a de um espaço seguro para atendimento psicológico, ou de amizades profundas e reais, cada vez mais raras em nossa sociedade individualista e hiper produtiva.