Em diversas regiões do mundo, comunidades optaram por permanecer longe da sociedade global. Elas moram em florestas densas, ilhas distantes ou áreas praticamente inacessíveis. Suas terras, porém, estão cada vez mais pressionadas por atividades humanas.
A Survival International identificou 196 grupos que seguem isolados. Cerca de 90 deles correm risco de desaparecer nas próximas décadas, segundo a ONG.
Mashco Piro
Os Mashco Piro vivem na floresta peruana, evitando contato com forasteiros. Em um raro encontro, membros do grupo apareceram do outro lado de um rio, curiosos, cantando. Contudo, a situação mudou rapidamente quando uma flecha quase atingiu um visitante.
Eles se deslocam como nômades, caçam macacos e tartarugas, e seguem práticas tradicionais de sobrevivência sem utilizar utensílios modernos.
O jornal New York Post descreveu um dos raros encontros dessa tribo com os especialistas; Paul Rosolie relatou que “Eles saíram da floresta, levantaram as mãos e começaram a cantar. Um amigo ofereceu bananas”.
Paul, fundador da instituição Junglekeepers (Protetores da Floresta), afirmou que se tratam de um povo nômade, alimentam-se de macacos e tartarugas e não fervem água por não terem panelas. Ele supõe que talvez os Mashco Piro sequer conheçam a existência do utensílio.
Sentineleses
Quanto aos Sentineleses, eles ocupam a mesma ilha na Índia há milhares de anos. Em 2018, um missionário morreu ao tentar interagir com a comunidade.
O grupo reage a intrusos com flechas e vive de maneira autossuficiente. Tentativas recentes de invasão resultaram em prisões, reforçando a resistência ao contato.
Fiona Watson, da Survival International, afirma que eles deixaram claro sua intenção em preservarem o modo de vida isolado e sem interferencias.
Isso se pode observar também no caso do missionário Jon Chau, morto após tentativa de impor sua religião ao povoado.
Yaifo
Em regiões remotas da Papua-Nova Guiné, os Yaifo mantêm rituais de guerra que incluem troféus de cabeças inimigas, peculiaridade relatada pelo explorador Benedict Allen.
Ele descreveu a natureza desse ritual de iniciação como “tão duro quanto qualquer outro no planeta”.
Suas cerimônias de iniciação são reconhecidas como rigorosas. A preservação das florestas garante que continuem a viver de forma independente.
Watson relatou em entrevista ao New York Post que apoia plenamente a luta dos povos indigenas por seus direitos. “Enquanto a floresta estiver protegida e de pé, essas pessoas podem viver de forma suficiente e independente”, ela enfatizou.
Kawahiva
Cerca de 50 Kawahiva percorrem a mata constantemente no Mato Grosso, segundo registros do governo brasileiro: acampamentos temporários aparecem em imagens de satélite, mostrando seus deslocamentos.
Eles também produzem redes e cestos com cipós, mantendo-se autossuficientes enquanto o território não sofre degradação, segundo Fiona Watson.
Ayoreo
Os Ayoreo vivem no Paraguai e na Bolívia. Entre as décadas de 1960 e 1980, as doenças trazidas por missões religiosas provocaram mortes.
Parte da comunidade permanece isolada, enquanto outros defendem os parentes não contatados perante autoridades; segundo Fiona, essa é a razão para o contato com a capital. Ela também observou que o avanço da pecuária ameaça as terras indígenas, e os povos se defendem.
Hongana Manyawa
Os Hongana Manyawa ocupam áreas ricas em níquel. A mineração avança sobre seu território, pressionando a comunidade e comprometendo práticas tradicionais.
De acordo com Fiona, a preservação da mata nativa é vital para a sobrevivência do grupo originário, uma vez que a extração está penetrando cada vez mais fundo na floresta, empurrando cada vez mais a população.
Korowai
Os Korowai constroem casas nas copas das árvores e seguem costumes próprios de cura e convivência também na Papua Nova-Guiné. Os membros dessa comunidade mantêm contatos limitados com o governo local, garantindo autonomia e preservação de sua cultura.
Para compreender melhor as diferentes culturas indígenas, você pode realizar diversos passeios e ampliar seu repertório cultural, bem como admirar paisagens naturais e inúmeras atividades diferentes do habitual.


