Os animais de estimação estão cada vez mais integrados à rotina das famílias brasileiras, e essa proximidade reflete diretamente na escolha de seus nomes, que variam entre opções tradicionais e homenagens a ídolos ou personagens fictícios.
Um levantamento realizado pela plataforma de idiomas Preply, com mais de mil participantes, mapeou tendências nacionais de batismo para os pets e hábitos curiosos dos tutores, comportamento que acompanha o crescimento do vínculo afetivo com cães e gatos, tema recorrente em conteúdos sobre a relação emocional entre pets e famílias.
Os nomes favoritos dos brasileiros
De acordo com a pesquisa, há uma clara preferência por nomes curtos e carinhosos, que facilitam o chamado no dia a dia e reforçam a sensação de proximidade entre tutor e animal.
Entre as fêmeas, o destaque fica para Nina, seguido por Mel (ou Melissa) e de Lili (ou Lilica), nomes associados a delicadeza e afeto, comuns também em listas de nomes populares entre animais domésticos.
Já para os machos, os nomes Bob e Thor lideram o ranking, acompanhados por Negão ou Neguinho.
Para aqueles que possuem um casal de animais, a combinação mais popular em território nacional é a clássica “Romeu e Julieta”.
Além disso, nomes unissex como Pipoca e as cores Preto/Preta também aparecem com frequência nas escolhas das famílias.
Por que escolhemos esses nomes?
A principal motivação dos brasileiros ao nomear um animal (18%) é a percepção de que o nome “combina” com a personalidade ou aparência do bichinho. No entanto, a cultura pop exerce um papel fundamental:
- Cinema e desenhos: personagens de filmes (17%) e de animações (16%) são fontes frequentes de inspiração;
- Famosos: nomes como Madonna, Xuxa, Hulk e Simba estão entre os preferidos para homenagear ícones reais ou da ficção;
- Criatividade: nomes de comidas (8%) e até de outros animais, como Leão e Tigre, também figuram na lista de escolhas criativas, prática já observada em reportagens sobre nomes criativos para cães e gatos.
Afeto além do nome: apelidos e a ‘voz fofa’
O estudo revelou que a relação emocional com os pets altera até a forma como os brasileiros falam. Embora 60% chamem os animais pelo nome oficial, 35% utilizam apelidos carinhosos no cotidiano. Os termos mais usados para se referir aos pets são:
- Filho (30%);
- Bebê (28%);
- Nenê (22%).
Outro dado curioso é que a maioria esmagadora dos tutores muda a entonação de voz ao interagir com o animal. Cerca de 71% dos entrevistados afirmaram adotar uma “voz mais fofa” (sendo que 31% fazem isso sempre e 40% mudam muitas vezes).



