Criada em 2014, em Uberlândia (MG), a campanha “Janeiro Branco” surgiu para transformar o silêncio social em diálogo e cuidado.
Por meio de materiais digitais, eventos e palestras, a iniciativa convida a sociedade a uma reflexão coletiva sobre saúde mental.
Apesar da origem brasileira, tornou-se a maior iniciativa global dedicada ao tema, além de ser reconhecida por legislações municipais, estaduais e federais.
Importância da campanha
Os números reforçam a importância de iniciativas como o Janeiro Branco.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2024, quase 500 mil trabalhadores foram afastados de seus postos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação a 2023.
Além disso, o órgão aponta que esses afastamentos cresceram mais de 400% desde 2020, refletindo um impacto crescente da saúde mental na vida dos brasileiros e no mundo do trabalho.
Não à toa, o tema de 2026 carrega um significado simbólico e humano: Paz, Equilíbrio e Saúde Mental.
Por trás da ação
Entre os mobilizadores da campanha Janeiro Branco está Magnólia Batista Sabino.
Com formação em Recursos Humanos e Administração, além de pós-graduação em Direito, Políticas Públicas e Controle Externo e um MBA em Liderança e Coaching, ela atua a partir de experiências profissionais e pessoais ligadas ao tema.
Essa trajetória resultou no livro “Motivado Sem Fantasiar”, publicado pela UICLAP. A obra aborda desafios e superações de forma direta, propondo reflexões sobre ânimo, saúde emocional e recomeços.
O livro também deu origem ao perfil @motivadosemfantasiar, que reúne mais de 15 mil seguidores.
“Acredito que falar sobre saúde mental é um ato de coragem, consistência e amor próprio”, afirma Magnólia. Para ela, “janeiro é o mês de iniciar diálogos, quebrar o silêncio e lembrar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo”.
Diferença entre Janeiro Branco e Setembro Amarelo
O Janeiro Branco foca na promoção ampla da saúde mental e do bem-estar no início do ano, como uma “folha em branco” para novos hábitos.
Já o Setembro Amarelo é mais específico na prevenção do suicídio, valorizando a vida e buscando quebrar tabus sobre o tema.
Apesar da pequena diferença, ambos são complementares e essenciais para o cuidado psicológico.


