Rosnam para uns e amam outros: entenda a ciência do ‘sexto sentido’ dos cães

Ciência revela que essa reação é resultado de uma capacidade sensorial aguçada que capta estímulos invisíveis aos olhos humanos

Curiosamente, estudos indicam que a personalidade do pet tende a refletir a de seu tutor

Curiosamente, estudos indicam que a personalidade do pet tende a refletir a de seu tutor | Mark Carlo Allones/Unplash

Se você convive com cachorros, já deve ter notado que eles não reagem da mesma forma com todas as visitas.

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Enquanto alguns são recebidos com festa e lambidas, outros podem despertar rosnados ou latidos incessantes.

Longe de ser apenas uma “energia negativa”, a ciência revela que essa reação é resultado de uma capacidade sensorial aguçada que capta estímulos invisíveis aos olhos humanos.

Superolfato e a ‘química do medo’

O principal diferencial dos cães está no nariz. Enquanto seres humanos possuem cerca de seis milhões de receptores olfativos, os caninos podem chegar a 300 milhões, dependendo da raça.

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Além disso, a área do cérebro dedicada a processar odores é 40 vezes maior neles do que em nós. Essa potência permite que os cães identifiquem o estado emocional de uma pessoa apenas pelo cheiro.

Hormônios como o cortisol, liberados quando alguém está ansioso, estressado ou com medo, são detectados com facilidade, o que pode deixar o animal em estado de alerta.

Leitura da linguagem corporal

Além do olfato, a etologia (ciência que estuda o comportamento animal) aponta que os cães são mestres em ler gestos. Atitudes que parecem inofensivas para nós podem ser interpretadas como ameaças por eles.

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  • Olhar fixo: pode ser entendido como um sinal de desafio;
  • Movimentos bruscos ou hesitação: geram desconfiança no pet;
  • Tom de voz: vozes muito altas podem ser vistas como sinais de perigo.

Proteção da família

O instinto de proteção também desempenha um papel crucial. Ao latir para um estranho, o cão está muitas vezes apenas protegendo seu território e sua “família”.

A história de vida do animal também conta muito. Cães que não foram socializados corretamente quando filhotes tendem a ser mais reativos e medrosos com desconhecidos.

Curiosamente, estudos indicam que a personalidade do pet tende a refletir a de seu tutor.

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Melhora da convivência

Se o seu cão é excessivamente defensivo, especialistas recomendam estratégias para equilibrar o comportamento emocional:

  1. Socialização precoce: expor o filhote a diferentes perfis de pessoas e ambientes;
  2. Passeios frequentes: estimulam interações positivas e gastam energia;
  3. Reforço positivo: recompensar o bom comportamento em vez de apenas punir o latido;
  4. Ajuda profissional: em casos de cães adultos muito agressivos ou medrosos, um adestrador pode ser necessário para reverter o quadro.

Para os tutores preocupados com o bem-estar nos dias frios, além do comportamento, a proteção física também é importante.

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