Sua avó estava certa? 7 alimentos de inverno que a ciência já estudou contra gripes

Sopas, chás, mel e frutas não curam gripes, mas podem aliviar sintomas e ajudar o corpo durante a recuperação

Sopas com macarrão, legumes e frango são fáceis de aceitar quando o corpo pede uma refeição quente e simples (Foto: Wikimedia Commons)

Poucas cenas combinam tanto com um dia de gripe quanto uma tigela quente sobre a mesa. O nariz entope, a garganta arranha, o corpo pesa e, quase sempre, alguém lembra da mesma recomendação antiga: tomar uma sopa bem quente.

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A tradição não nasceu em laboratório, mas começou a chamar a atenção da ciência. Uma revisão publicada em 2025 analisou estudos sobre sopas em infecções respiratórias e encontrou redução modesta na intensidade dos sintomas e na duração da doença, entre 1 e 2,5 dias.

Isso não transforma a comida em remédio. Ainda assim, mostra por que certos alimentos atravessaram gerações como aliados nos dias de gripe, resfriado e mal-estar.

O conforto da sopa

A sopa aparece como o exemplo mais famoso porque reúne três coisas importantes quando o corpo está debilitado: líquido, calor e nutrientes. O caldo ajuda na hidratação, enquanto legumes, ervas e proteínas tornam a refeição mais completa.

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Canja, sopa de legumes e caldos com feijão, lentilha ou grão-de-bico também têm outra vantagem: são fáceis de engolir. Quando a garganta está sensível e o apetite desaparece, isso faz diferença na rotina.

Chá, mel e garganta

Bebidas quentes não “matam” o vírus, mas podem aliviar a sensação de garganta seca e nariz congestionado. Por isso, chá, água morna e caldos leves costumam ser escolhas comuns nos primeiros dias de sintomas.

O mel também entra nessa lista, principalmente pelo efeito calmante na garganta. Mesmo assim, ele não deve ser oferecido a crianças menores de um ano, por risco de botulismo infantil.

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Temperos com fama antiga

Gengibre, alho e cúrcuma ganharam fama por causa de compostos associados à ação anti-inflamatória. Na prática, eles podem deixar sopas e chás mais aromáticos, além de melhorar o consumo de alimentos naturais.

O cuidado está no exagero. Nenhum desses ingredientes substitui repouso, hidratação, vacinação ou atendimento médico quando os sintomas pioram. O papel deles é complementar, não resolver tudo sozinho.

Frutas e zinco

Frutas como laranja, acerola, limão e kiwi são lembradas pela vitamina C. Ela participa do funcionamento do sistema imune, mas não deve ser vendida como solução instantânea contra resfriado.

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Já alimentos com zinco, como carnes, ovos, feijões, castanhas e sementes, também ajudam na manutenção da imunidade. O Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa dos EUA aponta que pastilhas de zinco podem reduzir a duração do resfriado em algumas situações, mas o uso exige cautela.

O prato não faz milagre

Durante gripes e resfriados, o básico continua valendo: beber líquidos, comer alimentos nutritivos, dormir bem e evitar espalhar o vírus. O CDC – órgão de controle de doenças dos EUA – reforça medidas como higiene das mãos, distanciamento de pessoas doentes e permanência em casa durante a doença.

A comida de vó, portanto, não estava exatamente errada. Sopa, chá, mel, frutas, alho, gengibre e alimentos ricos em zinco podem ajudar o corpo a atravessar melhor o inverno. Só não devem ocupar o lugar de cuidados médicos quando surgem febre persistente, falta de ar ou piora do quadro.