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Vítimas de massacre buscam atendimento

Um balanço da Secretaria de Saúde de Suzano apontou que 1.179 pessoas afetadas de alguma forma pela tragédia de Suzano aguardam na fila por apoio psicológico nos quatro Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da cidade. A tragédia terminou com oito pessoas mortas e 11 feridas

Nos 39 dias que se sucederam ao massacre, a secretaria diz que conseguiu prestar atendimento a pelo menos 185 pessoas atingidas diretamente pelo atentado. Nesse grupo estão os núcleos familiares das vítimas que morreram e dos sobreviventes.

Mas a demanda só cresce. Por dia, cerca de 20 novos moradores da cidade, de 294 mil habitantes, procuram a rede de saúde mental local por ajuda. De lá, saem apenas com um cadastro e uma promessa de que serão atendidos em breve.

A reportagem da "Folha" esteve no início deste mês no Caps Alumiar, localizado a poucos metros da escola Raul Brasil, na rua Otávio Miguel da Silva. O local serviu como QG de apoio aos familiares dos estudantes e das funcionárias que morreram no dia 13 de março.

Com as salas abarrotadas de gente, um funcionário do Caps anotava o número do celular das pessoas que chegavam e dizia que entraria em contato para agendar a
triagem.

Os 14 psicólogos da rede municipal têm se esforçado para atender as vítimas da Raul Brasil e dar conta de mais 1.090 pacientes que já estavam em tratamento por outros transtornos. A secretaria de Educação afirma que tem atendido as solicitações dos familiares dos alunos. (FP)

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