Enquanto a estação de Shinjuku, em Tóquio, no Japão, recebe diariamente um fluxo equivalente à população inteira de uma grande capital brasileira, a estação Sé representa o coração da mobilidade urbana paulistana em outra escala, mas ainda assim gigantesca.
Reconhecida pelo Guinness Book como a estação ferroviária mais movimentada do planeta, Shinjuku recebe mais de 3,6 milhões de passageiros por dia.
O complexo reúne 36 plataformas, integra diversas linhas de trem e metrô e possui mais de 200 saídas espalhadas por uma das áreas mais densas e dinâmicas da capital japonesa.
Em comparação, a estação Sé, principal ponto de integração do Metrô de São Paulo, recebe cerca de 340 mil passageiros diariamente. O volume é quase 10 vezes menor que o registrado em Shinjuku.
Ainda assim, a estação paulistana concentra alguns dos maiores fluxos urbanos do País ao conectar a Linha 1-Azul, no eixo norte-sul, à Linha 3-Vermelha, que cruza a cidade de leste a
Enquanto o Japão desenvolveu uma cultura de mobilidade baseada em trens de alta capacidade e extrema pontualidade, São Paulo ainda enfrenta desafios relacionados à expansão da malha metroferroviária diante de uma demanda crescente, mas segue processo de expansão.
Neste ano, a Linha 17-Ouro já foi inaugurada, e o primeiro trecho da Linha 6-Laranja começará a operar no segundo semestre.
Mesmo em contextos distintos, tanto Shinjuku quanto Sé funcionam como retratos da intensidade urbana de suas metrópoles.






