Fim do ‘para e anda’ em SP: como o Google e a CET vão usar IA nos semáforos para criar ondas verdes e reduzir paradas em 30%

Projeto Green Light será implementado em parceria com a Prodam e a CET para reduzir paradas de veículos e emissões

Trânsito de São Paulo com carros parados no sinal vermelho

Semáforos de São Paulo terão apoio de IA do Google para otimização do trânsito / Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O Google anunciou a chegada do Projeto Green Light a São Paulo para usar inteligência artificial na otimização de semáforos da cidade.

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A iniciativa será implementada em parceria com a Prodam e com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O anúncio foi feito durante o Google for Brasil 2026.

São Paulo será a quarta cidade brasileira a receber o projeto, depois de Rio de Janeiro, Campinas e São Caetano do Sul.

A ferramenta usa dados de tendências de direção do Google Maps e modelos de IA para analisar padrões de tráfego. A partir disso, gera recomendações para que engenheiros de trânsito ajustem a programação dos semáforos.

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Como funciona o projeto?

O Green Light não abre e fecha semáforos automaticamente. O sistema cria recomendações técnicas para os responsáveis pelo trânsito da cidade.

Com essas informações, as equipes podem ajustar os tempos semafóricos e coordenar cruzamentos próximos. A proposta é reduzir o chamado trânsito de “para e anda”, principalmente em áreas com muitos cruzamentos.

Segundo o Google, a otimização dos semáforos pode criar ondas verdes e diminuir o número de paradas dos veículos.

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Objetivo é reduzir emissões no trânsito

O projeto tem como foco reduzir emissões de veículos e melhorar a mobilidade urbana. De acordo com o Google, os cruzamentos concentram parte relevante da poluição nas cidades, já que o ciclo de frenagem e aceleração aumenta o consumo de combustível.

A empresa afirma que, nas cidades onde o Green Light está ativo, houve redução potencial de 30% nas paradas de veículos. Também foi registrada economia de combustível equivalente a 30 milhões de viagens de carro por mês.

São Paulo entra em rede global

Com a chegada a São Paulo, o Green Light passa a integrar a operação da maior cidade da América Latina. O projeto foi lançado em 2023 e está ativo em mais de 20 cidades em quatro continentes.

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Entre os locais que já usam a iniciativa estão Haifa, em Israel; Calcutá, na Índia; Hamburgo, na Alemanha; e Boston, nos Estados Unidos.

No Brasil, o projeto já havia sido lançado no Rio de Janeiro, em Campinas e em São Caetano do Sul.

O que diz o Google

Paula Aluani, gerente de parcerias estratégicas para Google Maps e Waze na América Latina, afirmou que a coordenação entre cruzamentos pode reduzir o trânsito de paradas constantes.

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“Ao otimizar cada cruzamento e coordenar as interseções adjacentes, podemos criar ondas de semáforos verdes e ajudar as cidades a reduzir ainda mais o trânsito de para e anda”, disse.

Segundo ela, levar o projeto para São Paulo representa uma oportunidade de atuar em uma cidade com alta complexidade de tráfego.

Próximos passos

O Google não informou quais cruzamentos de São Paulo serão contemplados primeiro nem quando os ajustes começarão a ser aplicados.

A implementação será feita com a Prodam e a CET, responsáveis pela área tecnológica e pela gestão do trânsito no município.