São Paulo tem convivido com um cenário de caos no trânsito nos últimos meses, com o município registrando números expressivos, mas que passam longe do recorde histórico da cidade.
O marco máximo de lentidão na capital paulista permanece sendo o dia 5 de setembro de 2019, quando, às 18h30, os termômetros da mobilidade urbana atingiram a marca de 1.902 km.
Para efeito de comparação, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 1.149 km de congestionamento no último dia 25 de fevereiro, patamar elevado, porém distante do teto histórico.
Outro exemplo recente ocorreu nesta terça-feira (10/3), quando o município chegou a quase 900 km de lentidão, índice considerado crítico para o período.
Como se dá a medição do trânsito
Segundo dados de 2023 publicados pelo portal da Prefeitura, a medição da capital baseia-se no tradicional Monitrans, operado desde a década de 80, e no indicador CET-Waze, adotado em 2020.
Ambos os índices monitoram os mesmos 868 km de corredores estratégicos, mas a tecnologia do aplicativo demonstra ser três vezes mais sensível ao captar dados em tempo real dos usuários.
A grande mudança anunciada na época ocorreu naquela sexta-feira, quando a extração de dados deixou de ser restrita aos corredores principais para abranger a totalidade dos 20 mil km de vias da cidade.
Devido a essa expansão drástica na base de cálculo, a gestão municipal alertou que os novos números seriam incomparáveis aos índices históricos apresentados até o momento.
A reportagem entrou em contato com a CET para entender se os mecanismos de avaliação continuam os mesmos, porém ainda não obteve resposta.
