A greve dos ferroviários da CPTM chegou ao fim nesta quarta-feira (5/8), após a categoria aprovar, em assembleia, o encerramento da paralisação que afetava as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Os trabalhadores decidiram retomar as atividades após avaliar a proposta apresentada pelo governo de São Paulo.
A paralisação teve início na terça-feira (4/8) e foi motivada pela preocupação dos empregados com o futuro dos postos de trabalho após a concessão das três linhas à concessionária Trivia Trens.
Durante o movimento, passageiros enfrentaram estações fechadas, superlotação e mudanças na operação ferroviária.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), a decisão foi tomada após a categoria discutir os compromissos apresentados pelo governo em relação às reivindicações dos ferroviários.
Os detalhes da proposta serão divulgados pela entidade.
Greve na CPTM
A greve foi aprovada em assembleia na segunda-feira (3/8), após o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) rejeitar a proposta inicial apresentada pelo governo estadual.
Entre as principais reivindicações estavam garantias sobre a manutenção dos empregos após o período de operação emergencial da CPTM, além da preservação dos postos de trabalho e da abertura de discussões sobre a gestão das linhas.
Durante a paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a manutenção de 80% da operação nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.
Em nota divulgada anteriormente, a CPTM e o Governo de São Paulo afirmaram que apresentaram à categoria propostas para preservar os postos de trabalho, incluindo a análise da absorção de empregados por outros órgãos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).
Sobre a nova paralisação, as entidades governamentais ainda não se pronunciaram.
